PM e GM estouram grupo de Whatsapp que divulgava blitz em Arapongas

(Imagem) De acordo com a GM, a equipe estava em patrulhamento pelo local por ser uma região conhecida por tráfico de drogas.

A situação atípica aconteceu após um grupo de Whatsapp que divulgava blitz na cidade de Arapongas chegar ao conhecimento de Policiais Militares e Guardas Municipais. Através de links de convite PMs e GMs tiveram acesso ao grupo.

De acordo com a PM, no grupo diversos membros divulgavam blitz que ocorriam pela cidade, com o intuito de avisar outros membros para que mudassem suas rotas para não se depararem com o bloqueio. Na data de hoje (08), os membros foram avisados pelos GMs e pelos PMs que toda a ação estava sendo monitorada. Diversos membros começaram a sair do grupo.

Segundo o comandante da 7ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), capitão Ademir da Fonseca Junior, esse tipo de ação será levada ao conhecimento do Poder Judiciário e Ministério Público, visando analisar a possibilidade de responsabilidade daqueles que através do repasse de informações interferem no serviço de utilidade pública, podendo tal conduta ser enquadrada no artigo 265 do Código Penal.

De acordo com o PM Fernandes, do setor de Trânsito da 7a CIPM de Arapongas, as pessoas estão se prejudicando quando fazem esse tipo de aviso. “O objetivo das blitzes é reduzir o número de mortes e feridos no trânsito, bem como prevenir o cometimento de crimes. As operações policiais também têm por finalidade prender criminosos com veículos roubados, com mandados de prisões em aberto ou que estejam transportando drogas e armas ilegais. As pessoas revelam os locais de blitz achando que podem ajudar um amigo que está com a CNH vencida, por exemplo, mas esquecem que, na verdade, estão beneficiando infratores e criminosos.” Afirmou.

De acordo com dados da 7a CIPM de Arapongas, no ano de 2017 foram registradas 11 vítimas fatais no trânsito em Arapongas, um aumento de 83% com relação a 2016, sendo que metade destas mortes estavam relacionadas a infrações de trânsito. O número de acidentes em 2017 chegou a 919 casos, dos quais em 503 resultaram em ferimentos. A atuação dos órgãos de segurança na fiscalização de trânsito objetiva reduzir esses índices de forma a preservar a vida.

Além do grupo ser utilizado para avisar as blitz na cidade, também eram feitos anúncios de venda de documentos falsos como CNH, históricos escolares, diplomas, certificados, além de cédulas falsas de dinheiro.

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