O Irã testemunha há duas semanas uma onda de protestos massivos que acende a esperança de um fim para o regime fundamentalista islâmico, instaurado há quase meio século. No centro dessa efervescência, estão as mulheres iranianas, que desafiam um aparato de controle social onipresente, marcado por severas restrições às suas liberdades.

Apesar da repressão brutal, que já resultou em mais de 500 mortes e 10 mil prisões, segundo fontes independentes que acompanham os eventos, os manifestantes não dão sinais de recuo. Ao contrário de movimentos anteriores, a determinação em levar a luta até a queda do regime parece inabalável, marcando uma potencial revolução feminina no Irã.

Contudo, em meio a essa luta pela liberdade e direitos básicos, um aspecto chama a atenção: o silêncio ensurdecedor de grupos feministas no Ocidente, que parecem ignorar o drama das iranianas, conforme informações divulgadas pelas fontes.

A Coragem Que Desafia o Regime Islâmico

Os atuais protestos no Irã se destacam pela coragem inabalável dos manifestantes, que continuam a desafiar o sistema mesmo diante de uma repressão sanguinária. Dados oficiais indicam a morte de cerca de 100 integrantes das forças de segurança, além da queima de mesquitas, seminários teológicos e prédios da Guarda Revolucionária Islâmica por todo o país.

A determinação do movimento, que busca a queda do regime, é impulsionada por um contexto de fragilidade da teocracia. O sistema encontra-se debilitado após ataques dos Estados Unidos e de Israel em junho de 2025, que danificaram o programa nuclear, instalações militares, arsenais e refinarias de petróleo.

Além disso, a devastação de grupos terroristas apoiados pelo Irã, como o Hamas, Hezbollah e Houthis, e a queda do ditador Bashar al-Assad em 2024, comprometeram a posição de Teerã. Muitos analistas veem neste momento uma oportunidade única para uma mudança, com a expectativa de uma ação decisiva do presidente americano, Donald Trump, para encerrar a instabilidade gerada pelo regime iraniano.

Mulheres na Linha de Frente da Revolução Feminista

Embora o regime e seus porta-vozes no Ocidente tentem desviar a narrativa, atribuindo os protestos a fatores econômicos e influências externas, as mulheres permanecem na linha de frente. Elas representam uma parcela significativa dos mortos, feridos e presos, evidenciando seu papel crucial na busca por direitos e liberdades.

Em um país onde as mulheres são tratadas como cidadãs de segunda classe, não é surpresa que elas liderem essa revolução feminina no Irã. Elas têm mais a ganhar com a queda da teocracia, lutando por direitos básicos negados há décadas, como a liberdade de mostrar os cabelos e escolher o que vestir. Essa luta ecoa as manifestações de 2022, desencadeadas pela morte de Mahsa Amini, presa e espancada por não usar o hijab.

O psicólogo libanês-canadense Gad Saad, autor de

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