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“title”: “Abelardo de la Espriella: Quem é o ‘Milei colombiano’ que emerge para desbancar o candidato de Petro nas eleições?”,
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Abelardo de la Espriella: A Ascensão do ‘Milei Colombiano’ no Cenário Político

O cenário político colombiano ganha novos contornos com a ascensão de Abelardo de la Espriella, um advogado de 47 anos que se consolida como o principal adversário de Iván Cepeda, o candidato apoiado pelo atual presidente Gustavo Petro. Conhecido por suas propostas de liberdade econômica e um discurso anticorrupção, Espriella tem sido comparado ao presidente argentino Javier Milei, ganhando o apelido de ‘Milei colombiano’.

Sua candidatura para a eleição presidencial na Colômbia, cujo primeiro turno está marcado para 31 de maio, tem gerado grande expectativa. Pesquisas recentes indicam que ele não apenas se aproxima de Cepeda, mas em alguns levantamentos já aparece na liderança, sinalizando uma disputa acirrada e polarizada.

De la Espriella, que fundou o movimento ‘Defensores da Pátria’, retornou à Colômbia após um período na Itália com a missão declarada de ‘salvar e reconstruir’ o país. Sua campanha, que adota o tigre como símbolo, ecoa um forte sentimento de oposição ao governo atual, conforme informações divulgadas.

Plataforma Política: Liberalismo Econômico e Conservadorismo Social

A identidade política de Abelardo de la Espriella é marcadamente influenciada por uma agenda que combina o liberalismo econômico com o conservadorismo social, traços que o aproximam de figuras como o presidente argentino Javier Milei. O ‘Milei colombiano’ defende vigorosamente propostas de liberdade econômica, com um foco particular em cortes drásticos nos gastos públicos, visando a uma gestão estatal mais enxuta e eficiente. Essa postura ressoa com eleitores descontentes com a burocracia e a percepção de ineficiência governamental, prometendo uma revitalização econômica através da desregulamentação e da redução da intervenção estatal.

Além das pautas econômicas, Espriella abraça um conjunto de valores sociais conservadores. Entre suas principais bandeiras está a defesa de restrições ao aborto, alinhando-se a setores da sociedade que buscam a proteção da vida desde a concepção. Essa posição o coloca em confronto direto com movimentos progressistas e com a atual tendência de ampliação de direitos reprodutivos em diversas partes do mundo. A firmeza de suas convicções nessas áreas é um pilar central de sua campanha, atraindo o apoio de grupos religiosos e conservadores.

Outro ponto crucial em sua plataforma é a promessa de uma ‘mão de ferro’ contra o crime organizado. A Colômbia, historicamente, enfrenta desafios significativos relacionados ao narcotráfico e à atuação de grupos criminosos. A proposta de Espriella de endurecer o combate à criminalidade organizada visa a restaurar a segurança e a ordem pública, um tema de grande preocupação para a população. Essa abordagem linha-dura sugere uma política de segurança mais assertiva, com menos tolerância e maior repressão aos grupos que ameaçam a estabilidade do país.

O conjunto de suas propostas forma uma visão de país que busca afastar-se do que ele considera um caminho de desordem e excessos estatais. Sua retórica é construída sobre a ideia de que a Colômbia precisa de uma mudança radical para retomar o rumo do desenvolvimento e da prosperidade, baseada em princípios de responsabilidade fiscal, liberdade individual e ordem social rigorosa. Essa mensagem tem encontrado eco em um eleitorado que anseia por soluções contundentes para os problemas econômicos e de segurança.

A Campanha do ‘Tigre’: Retorno e Discurso Antissistema

A campanha de Abelardo de la Espriella é marcada por um simbolismo forte e um discurso que se posiciona claramente contra o status quo, personificado na figura do atual presidente Gustavo Petro. O animal-símbolo escolhido para sua corrida presidencial é o tigre, uma imagem que evoca força, ferocidade e determinação, características que o candidato busca projetar em sua persona política. Essa escolha não é aleatória; ela espelha a estratégia de Javier Milei na Argentina, que utilizou o leão como seu mascote de campanha, associando-se à ideia de um líder forte e destemido, pronto para enfrentar desafios.

O próprio Espriella narra sua decisão de entrar na política como um chamado quase messiânico. Em um comício em Bogotá, em novembro, ele declarou: “Há três meses, depois de um ano e meio de reflexão, tomei a decisão mais importante da minha vida: deixei uma vida tranquila em Florença [na Itália] e voltei para minha terra natal para salvá-la e reconstruí-la”. Essa narrativa de sacrifício pessoal e retorno para uma missão maior visa a construir uma imagem de líder abnegado, comprometido com o bem-estar da nação acima de seus próprios interesses.

Seu discurso é abertamente confrontador e crítico ao governo de Gustavo Petro, a quem ele acusa de estar levando a Colômbia a um caminho perigoso. “Eu disse que só entraria na política se o país estivesse em extremo perigo — e Deus me mostrou que a hora havia chegado. Esta não é apenas uma batalha política, mas também moral e espiritual. O mal reside na Casa de Nariño”, afirmou Espriella, referindo-se à sede da presidência colombiana. Essa retórica polarizadora busca mobilizar eleitores que compartilham de sua visão de que o país está à beira do colapso e que uma intervenção urgente é necessária para reverter o que ele percebe como um declínio moral e político.

A mensagem de Espriella é um convite à ação, um chamado para que os colombianos se unam sob a bandeira do ‘tigre’ para resgatar a nação. “O Tigre despertou e, com seu amor, é invencível”, concluiu ele em seu discurso, reforçando a ideia de que sua campanha é mais do que uma disputa política; é uma cruzada moral e espiritual para a restauração da Colômbia. Esse tipo de narrativa, carregada de simbolismo e apelo emocional, é projetada para criar um senso de urgência e pertencimento entre seus apoiadores, consolidando sua base eleitoral e atraindo novos adeptos.

Apoio Internacional e Críticas a Petro: A Visão de Espriella sobre a Colômbia

A campanha de Abelardo de la Espriella não apenas ressoa internamente na Colômbia, mas também tem atraído atenção e apoio internacional, especialmente de figuras alinhadas à direita política global. Em novembro, a deputada americana María Elvira Salazar, do Partido Republicano, manifestou seu apoio a Espriella por meio de uma mensagem de vídeo, durante um comício em Bogotá. Essa demonstração de solidariedade transnacional reforça a imagem de Espriella como um líder com conexões internacionais e alinhado a uma corrente política global que se opõe a governos de esquerda na América Latina.

No vídeo, Salazar expressou preocupação com o distanciamento entre o governo de Petro e os Estados Unidos, particularmente em relação a uma potencial administração de Donald Trump. “O distanciamento entre Petro e [o presidente americano, Donald] Trump não beneficia ninguém. Não é bom para a economia da Colômbia, nem para seu futuro político. Espero que a Colômbia alcance o lugar que merece”, disse a parlamentar. Essa declaração sublinha a percepção de que a Colômbia, sob Petro, estaria se afastando de importantes parceiros estratégicos, um ponto que Espriella explora para criticar a política externa e econômica do atual governo.

As críticas de Espriella ao presidente Gustavo Petro são incisivas e abrangem diversas áreas, com destaque para a política de combate às drogas. Em uma mensagem publicada no X (antigo Twitter) em 2024, o candidato foi veemente ao acusar Petro de ser permissivo com a cadeia do narcotráfico. Segundo ele, o governo de Petro “dá sinal verde para toda a macabra cadeia das drogas: desde permitir o plantio, não combater a produção e deixar que seus parceiros do cartel a comercializem, até consumi-las”.

Essa acusação direta e sem rodeios reflete a polarização política na Colômbia e a estratégia de Espriella de associar o governo de esquerda a problemas crônicos do país, como o narcotráfico. Ao fazer isso, ele busca consolidar o apoio de eleitores que veem a segurança e o combate às drogas como prioridades máximas, diferenciando-se radicalmente das abordagens que consideram mais brandas ou permissivas. A retórica de Espriella, portanto, não apenas critica, mas também busca deslegitimar as políticas de seu principal adversário ideológico, reforçando sua própria imagem como o defensor da ordem e da segurança nacional.

Propostas Controversas: A Legalização de Capitais Ilegais

A trajetória de Abelardo de la Espriella, embora marcada por um discurso de ordem e combate ao crime, não está isenta de propostas que geraram considerável controvérsia e debate público. Uma das mais chocantes foi sua sugestão de legalizar 10% do dinheiro proveniente do narcotráfico e de outros crimes na Colômbia. Essa ideia, apresentada em uma entrevista à revista Semana, chocou muitos por parecer contradizer sua postura de ‘mão de ferro’ contra o crime organizado.

Em suas próprias palavras, Espriella questionou: “Por que não legalizar 10% do capital ilegal que existe atualmente na Colômbia devido ao narcotráfico, à mineração ilegal e a todos os tipos de crimes? Por que não podemos fazer isso com a mineração ilegal, os traficantes de drogas e outros criminosos?”. A lógica por trás dessa proposta, embora não totalmente explicitada na fonte, sugere uma tentativa de injetar parte desse capital na economia formal, talvez sob a premissa de que uma pequena legalização poderia trazer algum controle sobre um fluxo financeiro que, de outra forma, permanece totalmente oculto e inatingível pelo Estado.

A repercussão dessa ideia foi imediata e majoritariamente negativa. Críticos apontaram que tal medida poderia ser interpretada como uma forma de legitimar o crime, recompensando atividades ilícitas e enviando uma mensagem perigosa sobre a impunidade. Além disso, a proposta levanta sérias questões éticas e legais sobre a origem do dinheiro e a possível contaminação do sistema financeiro formal. A Colômbia, com seu histórico complexo com o narcotráfico, tem lutado por décadas para combater a lavagem de dinheiro, e uma proposta dessa natureza poderia minar os esforços e a credibilidade do país em fóruns internacionais de combate ao crime financeiro.

A controvérsia em torno da legalização de capitais ilegais destaca uma tensão na plataforma de Espriella: a busca por soluções pragmáticas, ainda que heterodoxas, para problemas complexos, que por vezes podem entrar em conflito com os princípios mais rígidos de sua agenda conservadora e de combate ao crime. Essa proposta, em particular, levantou dúvidas sobre a coerência de sua visão e a viabilidade de implementar medidas que, para muitos, parecem mais arriscadas do que benéficas para a integridade do Estado de Direito.

Carreira Jurídica e Clientes Polêmicos: A Defesa de Abelardo de la Espriella

Antes de sua ascensão política, Abelardo de la Espriella construiu uma carreira como advogado de defesa, representando figuras que, em muitos casos, estavam no centro de grandes escândalos e controvérsias na Colômbia e além. Essa faceta de sua vida profissional se tornou um ponto de questionamento e debate em sua jornada política, com críticos frequentemente associando-o aos seus clientes mais polêmicos.

Entre os casos de destaque, Espriella defendeu o ex-senador e ex-presidente da Federação Colombiana de Pecuaristas (Fedegán), Jorge Visbal. Visbal foi condenado a nove anos de prisão por acusações de ligações com o grupo paramilitar Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), uma sentença confirmada pela Corte Suprema de Justiça. A defesa de uma figura ligada a grupos paramilitares, que foram responsáveis por graves violações de direitos humanos, gerou críticas significativas à atuação de Espriella.

Além de Visbal, o advogado também representou o empresário Alex Saab, apontado como testa de ferro do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro. Saab esteve envolvido em acusações de lavagem de dinheiro e corrupção relacionadas a contratos com o governo venezuelano, tornando-se uma figura central em disputas diplomáticas entre os Estados Unidos e a Venezuela. Outro cliente notório foi David Murcia Guzmán, fundador da empresa DMG, acusada de operar um esquema de pirâmide financeira que fraudou mais de 200 mil poupadores na Colômbia.

As escolhas de seus clientes levaram a questionamentos sobre sua ética profissional e suas próprias ligações com o submundo do crime. No entanto, Espriella sempre defendeu sua atuação, argumentando que o papel do advogado é garantir o devido processo legal a todos, independentemente da gravidade das acusações. No ano passado, em resposta a críticas de Enrique Peñalosa, ex-prefeito de Bogotá e pré-candidato à presidência, Espriella afirmou no X que sua atuação como advogado sempre seguiu parâmetros éticos e legais. “Surpreende-me, respeitado Enrique Peñalosa, que, sendo um homem tão culto e experiente, o senhor continue a confundir o advogado com o cliente. Só para que o senhor fique tranquilo: nunca fui punido, nem criminalmente nem disciplinarmente, pelo meu trabalho como advogado de defesa. De qualquer forma, respeito a sua opinião”, escreveu ele.

Em relação especificamente a Alex Saab, o movimento ‘Defensores da Pátria’ emitiu um comunicado alegando que Espriella defendeu o empresário “quando ainda não havia nenhum sinal de relações com o regime de Maduro” e que o advogado deixou de representá-lo quando Saab se negou a colaborar com a agência antidrogas dos Estados Unidos (DEA). Essa explicação tenta dissociar Espriella das acusações mais graves contra Saab, reforçando a ideia de que sua atuação foi profissional e limitada às informações disponíveis na época.

Investigações e Arquivamentos: O Passado Jurídico de Espriella

Apesar das controvérsias geradas por sua escolha de clientes e as acusações que frequentemente os cercavam, a própria conduta de Abelardo de la Espriella como advogado também foi alvo de investigações. Essas apurações, no entanto, culminaram em arquivamentos, o que o candidato utiliza para reforçar sua integridade e a ausência de condenações em sua carreira jurídica.

Em 2009, a Procuradoria-Geral da Colômbia abriu investigações sobre supostas ligações de Espriella com as Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), o mesmo grupo paramilitar com o qual seu cliente Jorge Visbal foi associado. As AUC foram um dos grupos armados ilegais mais violentos da história recente da Colômbia, envolvidos em narcotráfico, massacres e deslocamento forçado. A associação com tal grupo seria, sem dúvida, um golpe devastador para qualquer figura pública, e a investigação gerou sérias dúvidas sobre a reputação de Espriella.

Contudo, após a condução das investigações, a Procuradoria-Geral decidiu arquivar o caso, concluindo que não havia evidências suficientes para prosseguir com as acusações. Esse desfecho é um ponto crucial na defesa de Espriella sobre sua conduta, permitindo-lhe afirmar que as alegações contra ele foram devidamente apuradas e consideradas improcedentes pelas autoridades competentes.

Anos depois, em 2017, Espriella foi novamente alvo de uma investigação, desta vez sobre supostas tentativas de extorquir os paramilitares. Essa acusação adicionava outra camada de complexidade à sua imagem, sugerindo uma possível exploração das relações com grupos ilegais para benefício próprio. No entanto, assim como no caso anterior, a investigação sobre essa alegação também foi arquivada pela Procuradoria-Geral da Colômbia.

O arquivamento dessas investigações é um trunfo para Espriella em sua campanha, pois lhe permite argumentar que, apesar das tentativas de seus oponentes de manchar sua reputação com base em seu passado profissional e nas associações de seus clientes, ele próprio nunca foi condenado ou punido por qualquer infração criminal ou disciplinar. Esse histórico de arquivamentos serve como uma base para sua defesa de que é um homem íntegro e que as acusações contra ele são infundadas ou parte de uma estratégia de seus detratores políticos para desacreditá-lo.

O Impacto de Abelardo de la Espriella nas Eleições Colombianas de 2025

A emergência de Abelardo de la Espriella como um forte candidato à presidência da Colômbia tem o potencial de redefinir o panorama político do país nas eleições de 2025. Sua ascensão nas pesquisas, chegando a disputar a liderança com o candidato de Gustavo Petro, Iván Cepeda, indica uma polarização crescente e um eleitorado em busca de alternativas claras ao atual governo e às forças políticas tradicionais.

O fato de Petro não poder tentar a reeleição devido à legislação colombiana, que não permite mandatos presidenciais consecutivos, abre um vácuo de poder e uma oportunidade para novas lideranças. Nesse contexto, Espriella se posiciona como o representante de uma direita mais radical e de um eleitorado que anseia por mudanças profundas, especialmente em temas como segurança, economia e combate à corrupção. Sua retórica antissistema e suas propostas audaciosas, como a legalização de parte de capitais ilícitos, embora controversas, conseguem captar a atenção e o descontentamento de parcelas da população.

A comparação com Javier Milei não é meramente um apelido, mas reflete uma tendência global de ascensão de figuras políticas com discursos populistas de direita, que prometem rupturas com o passado e soluções drásticas para problemas complexos. A capacidade de Espriella de mobilizar uma base de apoio com essa mensagem, combinada com o simbolismo do ‘tigre’ e o apoio de figuras internacionais como María Elvira Salazar, sugere que sua candidatura pode ter um impacto significativo na formação de alianças e na direção da campanha.

O que pode acontecer a partir de agora é uma intensificação da campanha, com Espriella provavelmente aprofundando suas críticas ao governo Petro e buscando consolidar sua imagem como o único capaz de “salvar e reconstruir” a Colômbia. A eleição de 31 de maio promete ser uma das mais disputadas da história recente do país, com o ‘Milei colombiano’ no centro da atenção, desafiando as expectativas e reconfigurando as forças políticas. O resultado não apenas determinará o próximo presidente da Colômbia, mas também sinalizará a força das tendências populistas e conservadoras na América Latina, e o futuro da relação do país com o governo atual e seus oponentes.


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