Líderes do Mercosul e da União Europeia (UE) assinaram neste sábado (17) o aguardado acordo comercial, um marco que concretiza mais de 25 anos de intensas negociações. Este tratado ambicioso tem o potencial de criar uma das maiores zonas de livre comércio do mundo, redefinindo as relações econômicas entre os dois continentes.
A cerimônia de assinatura, que contou com a presença de chefes de Estado e representantes de alto nível de ambos os blocos, marca o fim de um longo período de discussões, controvérsias e expectativas. No entanto, o caminho para a plena implementação ainda é desafiador, com a necessidade de aprovações internas em cada país.
Apesar da assinatura formal, o Acordo Mercosul-UE agora entra em uma fase crucial de ratificação, onde parlamentos e congressos nacionais terão a palavra final. Este processo complexo definirá quando e como os benefícios econômicos prometidos por essa parceria bilionária começarão a ser sentidos, conforme informações divulgadas pelas fontes.
A assinatura histórica e a representação brasileira
O evento de assinatura reuniu importantes figuras políticas, incluindo Santiago Peña, presidente do Paraguai e atual líder do Mercosul, Javier Milei, presidente da Argentina, Yamandú Orsi, presidente do Uruguai, Rodrigo Paz, presidente da Bolívia, e José Raúl Mulino, presidente do Panamá. Pela União Europeia, estiveram presentes Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e António Costa, presidente do Conselho Europeu.
O Brasil, embora peça fundamental nas negociações, foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. O presidente Lula (PT) optou por não comparecer, seguindo a decisão do governo brasileiro de que a assinatura deveria envolver apenas os representantes de Relações Exteriores dos países sul-americanos.
Em seu discurso, o presidente paraguaio Santiago Peña, que convidou os chefes de Estado, fez questão de ressaltar a importância do presidente brasileiro, afirmando que