Após 25 anos de negociações, o acordo Mercosul-União Europeia foi aprovado. Ele cria a maior área de livre comércio do planeta em volume financeiro, conectando mais de 700 milhões de pessoas.
A grande expectativa é a projeção de uma substancial economia de 4 bilhões de euros anuais em tributos de importação. Essa redução tarifária visa impulsionar as trocas comerciais e gerar novas oportunidades.
Este avanço é um catalisador econômico, trazendo otimismo aos mercados e reforçando a cooperação internacional, conforme dados divulgados.
Mercado em Alta e Queda do Dólar
A semana foi de otimismo nos mercados. A bolsa brasileira subiu quase 2% e o dólar recuou 1%.
Nesta sexta-feira, a moeda americana fechou em queda de 0,42% (R$ 5,36), influenciada por diversos fatores internos e externos.
Dados do mercado de trabalho dos EUA, com 50 mil empregos criados em dezembro (abaixo do esperado), sinalizaram enfraquecimento econômico e expectativa de redução de juros pelo FED.
O avanço do acordo Mercosul-União Europeia também contribuiu para o otimismo, sendo um contraponto às tensões globais.
Redução de Impostos e Trocas Comerciais
O pacto prevê a redução de impostos para 91% dos produtos importados pelo Mercosul da Europa e 92% dos itens exportados para os europeus. Isso ocorrerá ao longo de 10 a 15 anos.
Essa medida gerará uma economia de 4 bilhões de euros anuais em tributos de importação. Vinhos europeus (taxados em 27%), destilados (35%) e chocolates (20%) terão alíquotas zeradas.
Reconhecimento de Origem, Cotas e Futuro
O Mercosul reconhecerá 350 denominações de origem em alimentos e bebidas da Europa (ex: champanhe e queijos específicos).
Em contrapartida, os europeus estabelecerão cotas para importação de carne bovina, frango, suínos, açúcar e etanol do Mercosul, facilitando o acesso ao seu mercado.
Este acordo Mercosul-União Europeia é um marco significativo, impulsionando a economia e fortalecendo laços entre os continentes.
Ele promove estabilidade e prosperidade mútua em um cenário global desafiador.