O cenário da educação superior em saúde no Brasil acaba de receber um novo e importante balizador. Uma avaliação recente do Ministério da Educação (MEC) trouxe à tona dados que acendem um sinal de alerta para a qualidade da formação médica no país.

Milhares de futuros médicos e profissionais já atuantes foram submetidos a um rigoroso exame, cujo resultado agora impacta diretamente o futuro de diversas instituições de ensino.

A preocupação se intensifica ao saber que uma parcela significativa das faculdades não alcançou o desempenho mínimo. Os detalhes completos foram divulgados pelo Ministério da Educação na última segunda-feira, dia 19, conforme informações obtidas.

Avaliação do Enamed 2025: Desempenho dos Cursos de Medicina

O Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) 2025, o novo critério de avaliação do Ministério da Educação (MEC), revelou que aproximadamente 30% dos cursos de Medicina no Brasil tiveram um desempenho considerado abaixo do esperado. Dos 350 cursos avaliados em todo o país, 107 ficaram com notas 1 e 2, as mais baixas na escala de avaliação.

Essa performance insatisfatória terá consequências diretas para as instituições. As faculdades que apresentaram as menores notas enfrentarão sanções severas, incluindo a suspensão de novos vestibulares e restrições no acesso a programas de financiamento estudantil. Essas medidas entrarão em vigor a partir de 2026, impactando diretamente a oferta de vagas e o acesso ao ensino.

Por outro lado, o levantamento também destacou os exemplos de excelência. Apenas 30 faculdades em todo o país conseguiram alcançar a nota máxima, o conceito 5, demonstrando um alto padrão de qualidade na formação de seus alunos. Este contraste ressalta a disparidade existente na oferta educacional médica no Brasil.

Enamed: O Novo Padrão de Qualidade na Formação Médica

O Enamed representa uma mudança significativa na forma como a qualidade da formação médica é aferida no Brasil. Ele foi oficializado para substituir o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) especificamente para os cursos de Medicina, após intensos debates e divergências entre conselhos profissionais e representantes de instituições privadas de ensino superior.

A prova será aplicada anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Seu objetivo é avaliar os estudantes com base nas Diretrizes Curriculares Nacionais e nas competências profissionais essenciais esperadas de futuros médicos, garantindo que os novos profissionais estejam aptos para os desafios da área da saúde.

Nesta primeira edição do exame, dados preliminares do MEC indicam uma ampla participação. Mais de 96 mil estudantes foram avaliados, incluindo tanto concluintes quanto profissionais já formados que buscam usar o resultado para seleção em programas de residência médica, ampliando o impacto da avaliação para diversas etapas da carreira médica.

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