Pela primeira vez em sua história, a Defesa Civil de São Paulo emitiu um alerta extremo para a capital paulista. A medida, tomada no último sábado (17), direcionou avisos específicos para as zonas sul e leste da cidade, sinalizando uma situação de alto risco.
Este evento marca um momento crítico, pois o sistema de aviso, ativo desde 2024, nunca havia disparado um alerta de tal magnitude. A gravidade da situação foi evidenciada por imagens de alagamentos e a mobilização de equipes de emergência por toda a metrópole.
A urgência em torno do alerta extremo reflete a preocupação com as condições climáticas adversas e seus potenciais impactos na segurança da população, conforme informações divulgadas pela CNN Brasil, que também mostrou o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) colocando toda a cidade em estado de atenção.
Por que o alerta extremo foi emitido?
A decisão de emitir o alerta extremo foi justificada pela rápida e intensa precipitação que atingiu a capital. Segundo a Defesa Civil, em apenas uma hora, a cidade registrou quase 50 milímetros de chuva, um volume classificado como chuva extrema de acordo com os critérios da Organização Meteorológica Mundial (OMM).
Outro fator crucial para a emissão do aviso foi a rápida elevação do nível dos córregos durante essas tempestades. Este fenômeno aumenta significativamente o risco de transbordamentos e alagamentos, colocando em perigo moradores de áreas próximas.
O governo do estado de São Paulo, responsável pelo órgão, explicou que “O envio do alerta extremo teve como objetivo orientar a população a adotar medidas de autoproteção, evitando áreas de risco, vias alagadas e deslocamentos desnecessários durante o período crítico”.
Como funciona o aviso inédito?
Diferente dos alertas habituais, o aviso extremo disparado pela Defesa Civil emite um alarme mais longo, com duração de 10 segundos. Essa característica visa chamar ainda mais a atenção da população para a seriedade da situação e a necessidade de agir rapidamente.
Além dos avisos enviados para celulares, uma sirene também foi disparada em alguns bairros específicos da capital. Essa medida complementar reforça a comunicação direta com os cidadãos, alertando sobre a iminência de perigos e a importância de seguir as orientações de segurança.
Tragédia em meio às tempestades
A intensidade das chuvas já havia provocado uma tragédia na véspera do alerta. Na sexta-feira (16), um casal de idosos desapareceu em um veículo no córrego do bairro Vila Andrade, após ser arrastado pela correnteza.
As buscas, retomadas no sábado (17) pelos Bombeiros, resultaram na localização de um dos corpos. A vítima foi identificada como Marcos da Mata Ribeiro, de 68 anos, reconhecido por seu filho. As equipes continuam as buscas por Maria Deusdete da Mata Ribeiro, de 67 anos, que segue desaparecida, intensificando a angústia de familiares e a comunidade diante dos estragos causados pelas tempestades.