A auxiliar administrativa Kellen Antunes foi internada em Belo Horizonte, Minas Gerais, após utilizar canetas emagrecedoras de origem paraguaia. O caso, que ganhou repercussão, culminou no diagnóstico da Síndrome de Guillain-Barré, uma condição neurológica séria.

A internação de Kellen em dezembro, após o uso do medicamento sem qualquer prescrição médica, destaca os perigos associados à automedicação e à aquisição de produtos não regulamentados no Brasil. A família de Kellen tem se manifestado, pedindo foco na recuperação da paciente.

Este incidente ressalta a importância de seguir as orientações médicas e as regulamentações sanitárias, especialmente em relação a medicamentos que prometem resultados rápidos, como as canetas emagrecedoras. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já havia emitido proibições sobre esses produtos, conforme informações divulgadas.

A Trajetória de Kellen e o Diagnóstico da Síndrome de Guillain-Barré

Kellen Antunes deu entrada em um hospital de Belo Horizonte no mês de dezembro, após fazer uso de canetas emagrecedoras adquiridas no Paraguai. A paciente utilizou o medicamento sem qualquer acompanhamento ou prescrição de um profissional de saúde, o que é um fator de risco significativo.

Após a internação, o quadro de Kellen evoluiu para complicações neurológicas. A suspeita inicial se confirmou, e ela foi diagnosticada com a Síndrome de Guillain-Barré, uma doença autoimune rara que afeta o sistema nervoso periférico.

A família de Kellen, por meio de uma gravação publicada nos Stories, expressou preocupação com a circulação de informações falsas sobre o caso. Um familiar afirmou: “Jamais eu vou falar que a medicação do Paraguai é ruim. Eu não sei (…) Parem de ficar inventando coisas absurdas e culpando a minha mãe. Agora não é hora de achar culpados e agora a gente está focado na recuperação da minha mãe”, pedindo respeito e foco na saúde da paciente.

Entendendo a Síndrome de Guillain-Barré

A Síndrome de Guillain-Barré é caracterizada pelo ataque do próprio sistema imunológico a partes do corpo, especificamente aos nervos. A doença apresenta uma piora aguda e progressiva, seguida, em muitos casos, por uma melhora gradual.

Entre os principais sintomas, estão dores intensas pelo corpo, fraqueza muscular ou, em situações mais graves, paralisia total dos membros. Pacientes também podem sentir dormência e queimação nos pés e pernas, que podem se espalhar para braços e mãos. Outros sinais incluem sonolência, confusão mental, visão dupla e tremores.

A condição pode comprometer a musculatura e os movimentos do corpo, afetando até mesmo a fala e o funcionamento de órgãos vitais. A recuperação pode ser longa e exigir reabilitação.

Riscos dos Medicamentos Não Regulados e a Ação da Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é clara quanto à comercialização de medicamentos no Brasil. Nenhum produto pode ser vendido com orientações ou bula em língua estrangeira, e a venda de produtos sem registro sanitário é proibida, implicando em sérios riscos à saúde do consumidor.

Em novembro, a Anvisa publicou resoluções proibindo a fabricação, distribuição, importação, comercialização, propaganda e o uso de diversos medicamentos agonistas de GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras. A agência esclareceu que “São medicamentos sem registro sanitário na Agência, ou seja, que não tiveram a qualidade, eficácia e segurança de uso avaliadas no Brasil”.

As proibições se aplicam especificamente a cinco produtos: T.G. 5, Lipoless, Lipoless Eticos, Tirzazep Royal Pharmaceuticals e T.G. Indufar. A Anvisa justificou as medidas pelo “aumento das evidências de propaganda e comercialização irregulares das chamadas canetas emagrecedoras, inclusive na internet, o que é proibido para medicamentos no Brasil, (…) a fim de proteger a saúde da população”.

A Importância da Prescrição Médica e da Regulamentação

Medicamentos sem registro no Brasil só podem ser importados em caráter excepcional e para uso estritamente pessoal, desde que haja prescrição médica e o cumprimento de requisitos adicionais. Contudo, se a Anvisa proíbe especificamente um produto, a importação é suspensa em qualquer modalidade.

O caso de Kellen Antunes serve como um forte lembrete dos perigos da automedicação e da busca por soluções rápidas para perda de peso sem acompanhamento profissional. A saúde deve ser sempre prioridade, e a orientação médica é indispensável antes de iniciar qualquer tratamento, especialmente com produtos de origem duvidosa ou não regulamentados.

A Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais, responsável pelo hospital João XXIII, onde Kellen está internada, não divulgou informações sobre o quadro da paciente, alegando que “não pode disponibilizar qualquer dado individualizado que diz respeito à privacidade” de seus pacientes.

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