O mercado brasileiro de feijão inicia o ano de 2026 sob um sinal de alerta significativo. Os estoques da leguminosa estão em patamares preocupantemente baixos, equivalendo a apenas cerca de 15 dias de consumo, muito abaixo do padrão ideal de 60 dias.
Essa situação de baixa oferta acende uma luz amarela para o consumidor, indicando um risco considerável de aumento nos preços do feijão nos próximos meses. O impacto pode ser ainda mais sentido nas famílias de menor renda, que têm o feijão-carioca como um item fundamental em sua alimentação diária.
Os sinais de aperto na oferta já eram evidentes desde meados de 2025, conforme apontou Marcelo Lüders, presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), em declaração à CNN Brasil, destacando a valorização de preços pela sinalização do volume armazenado.
Produção em Queda Livre e Estoques Preocupantes
A situação dos estoques de feijão é agravada por uma queda contínua na produção nacional. A área plantada com a leguminosa tem diminuído ano após ano, pressionada por preços historicamente baixos que desestimulam os produtores e pela forte concorrência com culturas mais rentáveis, como soja e milho.
Para se ter uma ideia, há dez anos, o Brasil cultivava quase 1 milhão de hectares de feijão apenas na primeira safra, que é uma das três que a leguminosa possui. Para a safra de verão 2025/26, a estimativa é de apenas 796 mil hectares, uma redução expressiva.
Marcelo Lüders explicou que o