A recente transferência de Jair Bolsonaro para a Papudinha, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF), provocou uma guinada significativa na atuação de seus aliados políticos.
O foco principal agora é conseguir a prisão domiciliar de Bolsonaro, um movimento que substitui a estratégia puramente jurídica por uma articulação política mais intensa.
Nomes como Michelle Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, estão à frente dessa nova abordagem, buscando apoio humanitário no STF, conforme análise de Larissa Rodrigues na CNN Brasil.
A Nova Abordagem dos Aliados: Articulação Política no STF
A estratégia atual representa uma mudança crucial. Antes, os esforços se concentravam em ações judiciais protocoladas no STF, que invariavelmente caíam sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes.
Agora, a prioridade é expandir o diálogo, saindo das questões estritamente jurídicas para uma articulação política mais ampla. Michelle Bolsonaro, por exemplo, conversou diretamente com o ministro Gilmar Mendes.
O governador Tarcísio de Freitas, por sua vez, procurou ao menos quatro ministros da Suprema Corte, defendendo uma “atitude humanitária” em favor do ex-presidente, visando a prisão domiciliar de Bolsonaro.
Reação no Supremo e a Decisão de Moraes
Ainda assim, a intensidade das ações protocoladas e das conversas políticas pode estar gerando um efeito contrário, de certa irritação dentro do STF.
A percepção, segundo a analista Larissa Rodrigues, é que Bolsonaro estaria tentando influenciar a visão do Supremo por meio de pressão, e não apenas de argumentos jurídicos.
A decisão de Alexandre de Moraes de transferir Bolsonaro para a Papudinha pode ser interpretada como uma resposta a essa dinâmica. Em sua determinação, o ministro destacou que o ex-presidente já goza de benefícios que muitos outros presos no Brasil não possuem, baseando a transferência na legislação vigente.