Apolítica portuguesa vive novo capítulo com André Ventura, do partido Chega, no segundo turno presidencial, gerando euforia entre a direita brasileira
Portugal testemunhou um momento político histórico no último domingo, 18 de fevereiro, com o avanço de André Ventura, líder do partido Chega, para o segundo turno da eleição presidencial. Este evento marca um ponto de virada, pois é a primeira vez em 40 anos que o pleito não é decidido em votação única, levando os eleitores portugueses de volta às urnas em 8 de fevereiro.
A notícia de que André Ventura alcançou o segundo turno gerou uma onda de celebração e elogios nas redes sociais brasileiras, especialmente entre os aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Eles veem o desempenho de Ventura como um sinal do fortalecimento de valores conservadores e da direita no cenário político europeu.
A repercussão no Brasil não é por acaso, dado o alinhamento ideológico e as declarações de Ventura que ecoam pautas defendidas por figuras políticas brasileiras, conforme informações divulgadas pelas fontes.
Ventura no Segundo Turno: Um Marco na Política Portuguesa
André Ventura, do Partido Chega, um partido de perfil nacionalista e conservador que defende políticas restritivas de imigração, garantiu o segundo lugar no primeiro turno com aproximadamente 23,5% dos votos. Ele ficou atrás do socialista António José Seguro, que obteve cerca de 31% das preferências, mas não conseguiu a maioria necessária para evitar a segunda etapa da disputa.
Este resultado é significativo para a política portuguesa, que não via um segundo turno presidencial há quatro décadas. O avanço de Ventura e a performance do Chega indicam uma mudança no panorama político do país, com a direita ganhando um espaço considerável na disputa pelo Palácio de Belém.
A Conexão com o Brasil: Críticas a Lula e Alinhamento Ideológico
O apoio de políticos brasileiros a André Ventura não se baseia apenas em um alinhamento conservador geral, mas também em declarações específicas feitas por ele. Em 2023, quando integrava o parlamento português, Ventura manifestou solidariedade a uma grande parcela de brasileiros que, segundo ele, não aceitavam a eleição de um presidente recém-saído de uma temporada atrás das grades. Ele se referiu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva como “bandido” durante uma sessão parlamentar, uma fala que viralizou e foi aplaudida por seus apoiadores.
Além das críticas relacionadas a escândalos de corrupção, Ventura também questionou o alinhamento geopolítico de Lula. “Lula da Silva deve ser condenado por sua proximidade com a Rússia e pela incapacidade de ver o sofrimento do povo ucraniano, contrário à diplomacia que Portugal tem feito e bem, no âmbito europeu, pela sua proximidade à China, pela sua hesitação em condenar as ditaduras sul-americanas que tanta dor, pobreza e sofrimento têm causado, mas sobretudo e acima de tudo, pelo nível de corrupção que representa”, declarou Ventura antes de uma visita de Lula a Portugal, reforçando a conexão ideológica com a direita brasileira.
A Repercussão nas Redes Sociais Brasileiras: Celebração da Direita
A notícia do desempenho de André Ventura no primeiro turno das eleições presidenciais portuguesas foi recebida com grande entusiasmo por políticos de direita no Brasil. Eles utilizaram as redes sociais para parabenizar o candidato e celebrar o avanço de um político alinhado com valores conservadores semelhantes aos defendidos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente e pré-candidato à presidência, parabenizou Ventura, afirmando que “Os portugueses merecem um futuro sem as mazelas do socialismo”. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro também comentou, escrevendo: “Parabéns aos cidadãos portugueses, mesmo os de fora de Portugal que votaram nele e apoiam o @PartidoCHEGA”, ao compartilhar uma foto ao lado de Ventura.
A deputada Caroline De Toni (PL-SC) celebrou o resultado, destacando que “O Chega cresce eleição após eleição e se consolida como a principal força de oposição ao sistema socialista que domina Portugal há décadas”. Ela completou, expressando otimismo para o país europeu: “Agora, Portugal vive um momento decisivo: a real oportunidade de romper com um ciclo político desgastado e escolher um novo caminho. Que o socialismo seja cada vez apequenado nos quatro cantos desse planeta”.
Outras figuras como a deputada Júlia Zanatta (PL-SC) e o vice-líder da oposição, Carlos Jordy, também manifestaram seu apoio. Zanatta compartilhou uma publicação de Ventura, comentando que “A direita avança no mundo todo”, enquanto Jordy parabenizou o candidato, afirmando que “Essa é uma eleição fundamental para a retomada da Europa e para consolidação mundial da direita. Chega de esquerda em Portugal!”. A deputada Bia Kicis (PL-DF) igualmente comemorou, defendendo o apoio a Ventura na reta final: “Parabéns Portugal que, após décadas, terá segundo turno, acabando com a hegemonia da esquerda. Parabéns, André Ventura e ao Partido Chega. Agora é torcer pela sua vitória! Brasileiros que votam no Brasil podem fazer a diferença”.