Anderson Kauã, primo das crianças desaparecidas em Bacabal, Maranhão, recebe alta após 14 dias e se torna peça-chave nas buscas por Ágatha e Allan.
Após 14 dias de internação e um período de recuperação essencial, Anderson Kauã, o menino de 8 anos primo dos irmãos Ágatha Isabelly e Allan Michael Reis Lago, desaparecidos em Bacabal, no interior do Maranhão, recebeu alta médica nesta terça-feira, 20 de fevereiro. A notícia trouxe um novo fôlego às intensas buscas pelas crianças desaparecidas, que já se estendem por 18 dias.
A expectativa agora se volta para as contribuições de Anderson Kauã, que se torna uma peça fundamental nas investigações. Sua alta marca um ponto importante no caso, pois o garoto poderá fornecer informações adicionais que auxiliem na localização de seus primos.
Conforme informações divulgadas pelo governador Carlos Brandão e pela Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), o menino seguirá recebendo acompanhamento de equipes multiprofissionais de saúde e assistência social.
A Recuperação e o Papel nas Investigações
O governador Carlos Brandão confirmou a alta de Anderson Kauã, destacando que o menino seguirá colaborando ativamente com as investigações. Ele é considerado um elemento crucial para direcionar as buscas por Ágatha Isabelly e Allan Michael, que ainda estão desaparecidos.
A SSP-MA informou que Anderson Kauã já foi ouvido anteriormente por meio de uma escuta especializada do Instituto da Criança e do Adolescente (IPCA). Todas as informações fornecidas por ele estão sendo cuidadosamente analisadas para auxiliar na localização das crianças desaparecidas.
O acompanhamento multiprofissional de saúde e assistência social será contínuo, garantindo o bem-estar do menino e a continuidade de seu apoio às equipes investigativas.
O Resgate de Anderson Kauã na Mata
Anderson Kauã foi encontrado com vida no dia 7 de janeiro, em uma área de mata no povoado Santa Rosa, a cerca de quatro quilômetros em linha reta do local onde os irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael Reis Lago, de 4 anos, haviam sido vistos pela última vez.
O resgate do menino ocorreu por volta das 10h daquele dia, por três produtores rurais que trafegavam pela região em uma carroça. A sua localização trouxe esperança para o caso das crianças desaparecidas, embora o paradeiro de Ágatha e Allan continue desconhecido.
As Buscas Incansáveis por Ágatha e Allan Michael
As buscas pelos irmãos chegaram ao 18º dia nesta quarta-feira, 21 de fevereiro, sem novos indícios do paradeiro das crianças no território quilombola São Sebastião dos Pretos, em Bacabal. Desde o desaparecimento, em 4 de janeiro, quando saíram para brincar, a operação é intensa.
Mais de 500 pessoas, incluindo equipes especializadas da Polícia Civil, Marinha e Corpo de Bombeiros, participam da complexa operação. A investigação é conduzida por uma comissão especial da Polícia Civil, formada por equipes da Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), da Superintendência de Polícia Civil do Interior (SPCI) e da Delegacia Regional de Bacabal.
Familiares, moradores e outras pessoas continuam sendo ouvidos para esclarecer as circunstâncias do desaparecimento. Cada depoimento é crucial para traçar um panorama completo e tentar entender o que aconteceu com as crianças desaparecidas.
Investigações no Rio Mearim e Linhas de Apuração
Com o avanço das apurações, as buscas se concentraram também no leito do Rio Mearim. As operações aquáticas e subaquáticas utilizam o side scan sonar, um equipamento de alta tecnologia que produz imagens detalhadas do fundo do rio, mesmo em águas turvas, auxiliando nas investigações.
A varredura aquática prevê cerca de 19 quilômetros de extensão, com prioridade para os três quilômetros iniciais, no ponto conhecido como “casa caída”, no povoado São Raimundo. Essa área é de especial interesse, pois cães farejadores indicaram a passagem das crianças por lá.
Na semana passada, o secretário de Segurança Pública, Maurício Martins, afirmou que nenhuma linha de investigação foi descartada. Até o momento, não há indícios da participação de terceiros, embora todas as hipóteses continuem em apuração para o caso das crianças desaparecidas.
A principal linha de investigação considerada pelas autoridades é a de que as crianças possam ter se perdido na mata, uma teoria que as buscas intensas buscam confirmar ou refutar.