Uma nova proposta de anistia para atos antidemocráticos, apresentada pelo senador Esperidião Amin (PP-SC), ganha força no Senado Federal. O parlamentar afirma que o projeto já conta com o apoio de mais de 50 senadores, indicando uma mobilização significativa.
Essa iniciativa visa a pacificação nacional e promete ser um dos temas mais debatidos no Congresso, especialmente após o veto presidencial a uma proposta anterior de dosimetria de penas, conforme informações divulgadas pela CNN Brasil.
A Anistia Ampla Proposta por Amin
Esperidião Amin, que foi relator do Projeto de Lei da Dosimetria, agora propõe uma anistia de maior alcance para os envolvidos nos atos antidemocráticos. Ele busca um perdão completo, vendo a redução de penas como apenas um “primeiro passo” e defendendo a anistia como a “grande forma de nós pacificarmos o país”.
O senador enfatiza que sua proposta é uma solução definitiva, visando restaurar a harmonia e superar as divisões recentes no Brasil, um objetivo que ele considera essencial para o futuro da nação.
O Apoio no Senado e a Visão de Pacificação
O apoio de “mais de 50 senadores” ao projeto de Esperidião Amin, incluindo adesões diretas e via líderes, demonstra a força política do tema. Essa adesão reforça a busca pela reconciliação nacional, como expressou o senador à CNN Brasil, visando superar os eventos de 8 de janeiro.
A mobilização de tantos parlamentares no Senado coloca a discussão da anistia em um patamar elevado, gerando expectativas sobre a tramitação e o desfecho dessa importante matéria.
Embates sobre Veto e Competência Jurisdicional
A proposta de Esperidião Amin surge enquanto o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao PL da Dosimetria ainda aguarda votação no Congresso. Deputados e senadores têm solicitado ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), que agende a apreciação do veto.
Diante da possibilidade de governistas acionarem o Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a questão, Amin defende que o Parlamento é o foro legítimo para decidir sobre a anistia ou dosimetria. Para ele, não caberia à Corte Superior decidir sobre uma matéria que é de prerrogativa do Poder Legislativo, intensificando o debate sobre as atribuições entre os Poderes.