Imagens Detalhadas Revelam Vandalismo no Apartamento de Síndico Preso em Caldas Novas
Na tarde da última quarta-feira, dia 28 de dezembro, o apartamento do síndico Cléber Rosa de Oliveira, localizado em Caldas Novas, no sul de Goiás, foi alvo de uma invasão seguida de atos de vandalismo. A ação ocorreu poucas horas após Cléber ser detido sob forte suspeita de envolvimento na morte da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, um caso que chocou a comunidade local.
Um vídeo exclusivo, divulgado pela CNN Brasil, registrou com detalhes a extensão da depredação no imóvel. As cenas mostram um cenário de caos, com fios elétricos arrancados das paredes, móveis e objetos revirados em diversos cômodos, e pichações em vermelho com a palavra “assassino” espalhadas por toda a residência, incluindo o hall do prédio.
A invasão e o vandalismo ocorreram logo depois que Cléber e seu filho foram presos pelas autoridades. O episódio lança uma luz ainda mais intensa sobre a complexidade e a comoção geradas pelo desaparecimento e subsequente descoberta do corpo de Daiane Alves Souza, conforme informações divulgadas pela CNN Brasil.
O Cenário de Destruição: Detalhes do Vandalismo no Imóvel do Síndico
As imagens obtidas revelam a fúria e a indignação que motivaram os atos de vandalismo no apartamento do síndico Cléber Rosa de Oliveira. A residência, que antes era um lar, transformou-se em um palco de destruição, refletindo a intensidade das emoções que circundam o caso da corretora Daiane Alves Souza.
Ao adentrar o imóvel, é possível observar que a devastação foi generalizada. Fios de eletricidade e cabos de rede foram brutalmente arrancados das paredes, indicando uma intenção clara de desmantelar a infraestrutura do apartamento. Os cômodos, um a um, foram revirados, com móveis fora do lugar, objetos espalhados pelo chão e uma desordem generalizada que sugere uma busca ou simplesmente a expressão de raiva e revolta.
A presença da palavra “assassino” pichada em vermelho em várias superfícies, tanto no interior do apartamento quanto no hall do edifício, é um dos aspectos mais marcantes do vandalismo. Essas pichações servem como uma clara mensagem de acusação e condenação popular, evidenciando a percepção de culpa atribuída ao síndico por parte de quem cometeu os atos. O episódio destaca a gravidade das acusações contra Cléber e o impacto profundo que o caso tem gerado na comunidade de Caldas Novas.
O Desaparecimento e a Trágica Descoberta do Corpo de Daiane Alves Souza
O caso que culminou na prisão do síndico Cléber Rosa de Oliveira e no vandalismo de seu apartamento teve início com o desaparecimento da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos. Daiane estava desaparecida desde o dia 17 de dezembro de 2025, um período de angústia e incerteza para seus familiares e amigos.
A busca pela corretora chegou a um trágico desfecho na madrugada da última quarta-feira, 28 de dezembro, quando seu corpo foi encontrado pela Polícia Civil de Goiás em uma área de mata, também em Caldas Novas. A descoberta do corpo transformou o caso de desaparecimento em uma investigação de homicídio, intensificando os esforços das autoridades para identificar e prender os responsáveis.
Daiane Alves Souza foi vista pela última vez no elevador do condomínio Amethist Tower, onde residia. As imagens das câmeras de segurança mostraram-na descendo ao subsolo do prédio por volta das 19h, com o objetivo de verificar uma queda de energia em seu apartamento. O registro das câmeras às 19h08, que mostra apenas a passagem de outra moradora, marcou o último momento conhecido da corretora no local. A partir daí, o mistério sobre seu paradeiro se instalou, até a triste confirmação de sua morte.
A Prisão do Síndico e de seu Filho: Detalhes da Investigação Policial em Caldas Novas
As investigações sobre o desaparecimento e a morte de Daiane Alves Souza rapidamente levaram à prisão de Cléber Rosa de Oliveira, o síndico do condomínio onde a corretora morava, e de seu filho. As prisões foram efetuadas pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Caldas Novas, pelo Grupo de Investigação de Desaparecidos (GID) e pela Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH), em uma ação conjunta que mobilizou as forças policiais.
Durante uma coletiva de imprensa realizada na mesma quarta-feira em que o corpo foi encontrado e as prisões ocorreram, a Polícia Civil de Goiás informou que o síndico Cléber Rosa de Oliveira confessou o crime. Sua colaboração foi crucial para o avanço das investigações, pois ele indicou aos agentes o local exato onde o corpo da vítima havia sido abandonado na área de mata.
A polícia também revelou que, ao longo do processo investigativo, cerca de 22 pessoas foram ouvidas. No entanto, diante das relações existentes entre os suspeitos e a vítima, as autoridades concluíram que apenas o síndico Cléber teria tido a oportunidade, os meios e o motivo para cometer o homicídio e, posteriormente, ocultar o corpo de Daiane. O filho de Cléber, por sua vez, é suspeito de obstrução da investigação, por supostamente ter auxiliado o pai após o crime, o que adiciona uma camada de complexidade ao caso.
Conflitos e Perseguição: A Tensão Crescente entre Síndico e Corretora
A confissão do síndico Cléber Rosa de Oliveira e a linha de investigação policial não surgiram do nada; elas se baseiam em um histórico de intensos conflitos entre Cléber e Daiane Alves Souza. A Polícia Civil afirmou que o síndico “tinha meios, modos e motivos para o crime”, uma conclusão diretamente ligada à série de desentendimentos e disputas que marcaram a relação entre os dois.
Daiane havia movido um total de 12 processos contra o síndico, tanto na esfera cível quanto na criminal. Desse montante, 11 ações ainda estavam em andamento no momento de sua morte, enquanto uma já havia sido arquivada com uma sentença favorável à corretora. Esse volume de litígios demonstra a gravidade e a persistência das tensões entre eles, indicando um relacionamento conturbado e marcado por animosidade.
Segundo denúncia obtida pela CNN Brasil, Cléber era acusado de perseguir Daiane entre fevereiro e outubro de 2025, embora as ações de perseguição tivessem começado ainda em novembro de 2024, após um desentendimento inicial. Esse histórico de perseguição e os múltiplos processos judiciais fornecem um forte contexto para o motivo do crime, sugerindo que a relação entre síndico e moradora havia escalado para um nível perigoso e insustentável.
As Acusações Específicas Contra o Síndico Cléber Rosa de Oliveira
Os conflitos entre Daiane Alves Souza e o síndico Cléber Rosa de Oliveira eram profundos e multifacetados, indo muito além de simples desentendimentos rotineiros de condomínio. A origem das tensões, segundo o documento da promotoria, remonta a uma situação em que Daiane, atuando como corretora, alugou um apartamento no condomínio para duas famílias, totalizando nove pessoas. Esse número excedia o limite máximo de hóspedes permitido por unidade, o que teria desencadeado a série de perseguições por parte do síndico.
As acusações contra Cléber detalham uma série de atos que demonstram uma perseguição sistemática. Ele é acusado de sabotar o fornecimento de serviços essenciais nos apartamentos administrados por Daiane, como água, energia elétrica, gás e internet. Essa sabotagem se manifestava através do fechamento de registros, desligamento de padrões de energia e desconexão de cabos, causando transtornos significativos aos inquilinos e à corretora.
Além disso, o síndico teria monitorado a movimentação de Daiane e de seus hóspedes através do sistema de câmeras de segurança do condomínio, chegando a enviar as imagens para a irmã da vítima. Esse monitoramento constante e a partilha das informações indicam um comportamento obsessivo e invasivo. As discussões frequentes, tanto pessoalmente quanto por aplicativos de mensagens, eram uma constante. Em um incidente grave, ocorrido em fevereiro de 2025, Cléber teria agredido Daiane com uma cotovelada, resultando em um processo separado por lesão corporal. Diante de todos esses elementos, o caso, que inicialmente era tratado como desaparecimento, foi reclassificado como homicídio em janeiro deste ano, reforçando a gravidade das acusações.
A Linha de Análise da Polícia Civil: Homicídio Dentro do Condomínio
A Polícia Civil de Goiás, após aprofundadas investigações, chegou à conclusão de que Daiane Alves Souza foi morta dentro do condomínio Amethist Tower e retirada do local já sem vida. Essa linha de análise é crucial para a compreensão da dinâmica do crime e para a sustentação das acusações contra o síndico Cléber Rosa de Oliveira.
Os investigadores apontam que, se Daiane estivesse viva ao ser retirada do prédio, a logística do crime teria sido consideravelmente mais complexa. A ausência de sinais de luta ou movimentação da vítima nas câmeras de segurança após o último registro, combinado com a confissão do síndico e sua indicação do local do corpo, reforçam a tese de que o óbito ocorreu antes de seu transporte para a área de mata em Caldas Novas.
Essa conclusão é fundamental para a polícia, que afirma categoricamente que o síndico Cléber Rosa de Oliveira “tinha meios, modos e motivos para o crime”. Os “meios” se referem à sua posição como síndico, que lhe dava acesso e conhecimento privilegiado do condomínio e de seus sistemas de segurança. Os “modos” dizem respeito à sua capacidade de agir de forma discreta e planejada dentro do ambiente que controlava. E os “motivos”, como exaustivamente detalhado, são os intensos e prolongados conflitos com Daiane, que culminaram em perseguição e processos judiciais. Cléber responderá por homicídio e ocultação de cadáver, enquanto seu filho poderá ser indiciado por obstrução da investigação, por supostamente ter auxiliado o pai nos desdobramentos do crime.
A Posição da Defesa do Síndico Diante das Graves Acusações
Em meio às graves acusações e à confissão divulgada pela Polícia Civil, a defesa do síndico Cléber Rosa de Oliveira mantém uma postura de negação e contestação. Os advogados de Cléber afirmaram que ele “não figura como investigado no inquérito policial em curso”, uma declaração que contrasta diretamente com as informações apresentadas pelas autoridades sobre sua prisão e confissão.
A defesa enfatiza que o administrador do condomínio “mantém postura colaborativa com as autoridades, fornecendo todas as informações e acessos necessários, certo de que a elucidação dos fatos é de interesse coletivo”. Essa narrativa busca apresentar Cléber como uma parte interessada na verdade, e não como o principal suspeito ou autor do crime.
Além disso, os advogados reiteram a crença na inocência de seu cliente, afirmando que a “inocência de Cléber será devidamente comprovada durante a instrução processual, momento em que ficará demonstrada a regularidade de sua atuação administrativa”. Essa linha de defesa aponta para uma batalha legal intensa, onde a versão dos fatos apresentada pela polícia será contestada no tribunal, buscando reverter as acusações de homicídio e ocultação de cadáver. O caso promete novos desdobramentos à medida que o processo judicial avança, com a comunidade de Caldas Novas aguardando por justiça e clareza sobre os acontecimentos trágicos que envolveram Daiane Alves Souza.