Bafta 2026: A Expectativa Cresce Enquanto a Temporada de Prêmios Agita Hollywood
A temporada de prêmios em Hollywood ganha novo fôlego com a aproximação do Bafta Film Awards 2026, tradicionalmente conhecido como o “Oscar Britânico”. A organização da premiação se prepara para anunciar a lista oficial de indicados na próxima terça-feira, dia 27 de fevereiro, gerando grande expectativa entre os amantes do cinema e profissionais da indústria.
Enquanto os olhos se voltam para os potenciais indicados deste ano, a memória da 78ª edição do Bafta, realizada em 2025, ainda está fresca, com filmes como “Conclave” e “Emilia Pérez” tendo dominado as indicações e conquistado estatuetas importantes. Aquela noite celebrou talentos e produções que ressoaram globalmente, delineando o panorama do cinema contemporâneo.
O evento de 2025 não apenas coroou grandes produções, mas também destacou a performance de atores e a excelência técnica de obras que cativaram a crítica e o público. A celebração dos feitos passados serve de termômetro para o que esperar da edição vindoura, que promete novas emoções e reconhecimento. As informações são da CNN Brasil.
“Conclave”: O Grande Vencedor e Suas Múltiplas Conquistas no Bafta 2025
Na 78ª edição do Bafta, o filme “Conclave” emergiu como um dos grandes protagonistas, angariando um impressionante total de 12 indicações. A produção de Edward Berger, que capturou a atenção da academia britânica, conseguiu converter essa ampla nomeação em quatro cobiçadas estatuetas, solidificando sua posição como um dos filmes mais aclamados do ano.
Entre os prêmios mais significativos conquistados por “Conclave” estavam os de Melhor Filme e Melhor Filme Britânico, um reconhecimento duplo que sublinha a qualidade e a relevância da obra tanto no cenário internacional quanto na produção cinematográfica do Reino Unido. Essas vitórias destacam a narrativa envolvente e a maestria técnica que caracterizaram o longa, ressoando profundamente com os votantes.
A trama de “Conclave”, que se desenrola em torno da eleição de um novo Papa, foi elogiada por sua complexidade e atuações intensas, características que certamente contribuíram para seu sucesso estrondoso na cerimônia. O impacto do filme não se limitou às categorias principais, mas se estendeu por outras áreas, demonstrando uma excelência abrangente que o tornou um marco da edição de 2025.
“Emilia Pérez”: Destaque em Língua Não Inglesa e Atuação Marcante
Ao lado de “Conclave”, o filme “Emilia Pérez” foi outro gigante da noite do Bafta 2025, acumulando 11 indicações e se posicionando como um forte concorrente em diversas categorias. Embora tenha levado para casa duas estatuetas, sua presença marcante na lista de nomeados já era um testemunho de sua qualidade e impacto.
O principal triunfo de “Emilia Pérez” foi na categoria de Melhor Filme em Língua Não Inglesa, um prêmio que reconhece a excelência de produções que transcendem as barreiras linguísticas e culturais. Essa vitória ressalta a capacidade do cinema de contar histórias universais, independentemente de seu idioma original, e posiciona o filme como uma obra de relevância global.
Adicionalmente, a talentosa Zoe Saldaña foi agraciada com o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante por sua atuação em “Emilia Pérez”, um reconhecimento que celebra seu desempenho e a profundidade que trouxe à personagem. Sua vitória sublinha a força do elenco e a direção que soube extrair o melhor de cada intérprete, consolidando o filme como um marco de atuações memoráveis.
Outros Filmes em Evidência: “O Brutalista” e “Anora” Deixam Sua Marca
A 78ª edição do Bafta não foi palco apenas para os grandes vencedores de múltiplas categorias, mas também para outras produções que, embora com menos indicações, tiveram um brilho particular e conquistaram o reconhecimento da academia. Entre eles, destacaram-se “O Brutalista” e “Anora”, que cativaram os votantes com suas qualidades distintas.
“O Brutalista”, protagonizado pelo aclamado Adrien Brody, foi um dos filmes que mais chamou a atenção por sua estética e execução. Brody foi premiado como Melhor Ator, uma vitória que ressalta a intensidade e a complexidade de sua performance. Além da atuação principal, o filme foi amplamente elogiado pela trilha sonora e pela fotografia, elementos que contribuíram significativamente para a atmosfera e o impacto visual da obra, encantando os jurados do prêmio.
Já “Anora” teve seu momento de glória através de sua protagonista, Mikey Madison. Considerada um dos grandes destaques do ano passado, Madison conquistou o prêmio de Melhor Atriz, em reconhecimento à sua performance poderosa e envolvente. Sua vitória reforça a capacidade do Bafta de identificar e celebrar novos talentos e atuações que marcam o cinema contemporâneo, solidificando a presença de “Anora” entre os filmes notáveis da edição.
A Participação Brasileira e o Cenário de 2025 no Bafta
A presença do cinema brasileiro no Bafta é sempre motivo de expectativa e orgulho. Na edição de 2025, o Brasil teve uma única indicação, com o filme “Ainda Estou Aqui”, dirigido por Walter Salles. A obra concorreu na prestigiada categoria de Melhor Filme de Língua Não-Inglesa, colocando o país em evidência no cenário cinematográfico britânico.
Apesar da forte representação, o filme de Walter Salles não conseguiu levar a estatueta para casa, sendo superado por “Emilia Pérez”, que, como mencionado, foi um dos grandes destaques da noite. A indicação, no entanto, já é um reconhecimento importante da qualidade e da relevância da produção cinematográfica nacional, que continua a buscar seu espaço e reconhecimento internacional.
A participação em premiações como o Bafta é crucial para a visibilidade do cinema brasileiro, abrindo portas para novas coproduções, distribuição e, acima de tudo, para que mais histórias do Brasil alcancem um público global. Embora 2025 não tenha resultado em um prêmio, a presença de “Ainda Estou Aqui” foi um lembrete da potência criativa do país.
Expectativas para o Bafta 2026: A Esperança Brasileira e os Próximos Favoritos
Com a proximidade do anúncio dos indicados ao Bafta 2026, a esperança dos brasileiros se renova, e o cinema nacional aguarda ansiosamente por possíveis nomeações que possam trazer uma estatueta para o país. Dois títulos em particular têm gerado otimismo e são vistos como fortes candidatos para a 79ª edição da premiação.
Entre os nomes cotados está “O Agente Secreto”, do renomado diretor Kleber Mendonça Filho, conhecido por suas obras aclamadas internacionalmente. A possibilidade de sua inclusão na lista de indicados é um reflexo do reconhecimento de seu trabalho e da qualidade de suas narrativas. Ao lado dele, o documentário “Apocalipse nos Trópicos”, de Petra Costa, também aparece como uma forte aposta, após ter sido pré-selecionado e sugerido pela organização como um dos filmes a serem assistidos neste ano.
Além das expectativas brasileiras, o cenário internacional aponta para outros filmes que devem ser nomes de peso na 79ª edição. Títulos como “Hamnet”, “Pecadores” e “Marty Supreme” estão entre os mais comentados e esperados, prometendo uma disputa acirrada nas diversas categorias. A cerimônia oficial de entrega das estatuetas está marcada para ocorrer em Londres, no domingo, dia 22 de fevereiro, em um evento que promete celebrar o melhor do cinema mundial.
O Que Esperar da 79ª Edição em Londres: Um Olhar para o Futuro do Cinema
A 79ª edição do Bafta Film Awards, que acontecerá em Londres no dia 22 de fevereiro, é mais do que uma simples cerimônia de premiação; é um barômetro do estado atual e das tendências futuras do cinema global. O evento não apenas reconhece a excelência artística e técnica, mas também projeta os filmes e os talentos que moldarão a indústria nos próximos anos.
A expectativa é que a cerimônia de 2026 continue a tradição de celebrar a diversidade de narrativas e a inovação cinematográfica, destacando produções que ousam, emocionam e provocam reflexão. A escolha dos vencedores e indicados influencia o consumo de filmes, impulsiona carreiras e define o padrão de qualidade para as futuras gerações de cineastas.
Para o público, o Bafta 2026 representa a oportunidade de descobrir obras que talvez não tivessem tanta visibilidade, mas que carregam um valor artístico inestimável. Para a indústria, é um momento de autocelebração e de reafirmação do poder da sétima arte de conectar pessoas e culturas ao redor do mundo, consolidando a importância do “Oscar Britânico” no calendário de eventos cinematográficos.