Barueri, com destaque para Alphaville, mantém a liderança no valor do aluguel por metro quadrado no Brasil, superando capitais e impactando o orçamento de quem busca moradia.
Morar em Barueri, cidade da Grande São Paulo, tornou-se a opção mais cara do país para quem busca um imóvel de aluguel. A localidade, conhecida por sua infraestrutura e bairros de alto padrão, figura no topo do ranking nacional de preços.
Os dados mais recentes revelam que o custo médio do metro quadrado para alugar atingiu R$ 70,35, um valor significativamente alto que reflete a valorização imobiliária na região.
Isso significa que um apartamento de 50 m², por exemplo, custa em média R$ 3.517,50 por mês, um aumento considerável em relação aos R$ 3.270 registrados no ano anterior, conforme o Índice FipeZAP, divulgado nesta quinta-feira (15), referente a dezembro de 2025.
Por que Barueri é a cidade mais cara para alugar?
Barueri tem mantido a liderança nacional desde 2022, impulsionada por uma expansão imobiliária que visa principalmente o público de alta renda. Este movimento foi acentuado durante a pandemia de Covid-19, período em que muitas pessoas buscaram mais espaço e qualidade de vida em condomínios fechados.
O grande destaque da cidade é o bairro de Alphaville, que concentra condomínios de luxo e importantes centros empresariais. A presença desses empreendimentos e a alta demanda por imóveis nesse perfil são os principais fatores que elevam a média dos preços de aluguel na região.
O Cenário Nacional do Aluguel: Cidades Mais e Menos Caras
O Índice FipeZAP, que monitora o preço médio de aluguéis em 36 cidades brasileiras, incluindo 22 capitais, mostra um panorama variado dos custos de moradia. Após Barueri, a segunda cidade com aluguel mais caro é Belém, capital do Pará, onde o metro quadrado custa em média R$ 63,69, resultando em R$ 3.184,50 mensais para um imóvel de 50 m².
Em seguida, vem a capital São Paulo, com um preço médio de R$ 62,56 por metro quadrado, equivalente a R$ 3.128 por mês para a mesma metragem. Outras cidades como Recife (R$ 60,89/m²) e Florianópolis (R$ 59,77/m²) também figuram entre as mais caras do país.
Na outra ponta do ranking, os municípios com os aluguéis mais acessíveis estão concentrados nas regiões Sul e Nordeste. Pelotas, no Rio Grande do Sul, apresenta o menor custo do país, com R$ 22,42 por metro quadrado, o que representa R$ 1.121 por um imóvel de 50 m². Teresina, no Piauí, e Aracaju, em Sergipe, seguem com preços médios de R$ 26,62/m² e R$ 27,97/m², respectivamente.
Aluguéis em Alta: Impacto na Economia e Perspectivas Futuras
O levantamento mais recente do Índice FipeZAP, referente a dezembro de 2025, indicou que o valor médio dos novos aluguéis nas cidades pesquisadas alcançou R$ 50,98 por metro quadrado. Isso significa que, em média, quem aluga um imóvel de 50 m² desembolsa R$ 2.549 mensais, um aumento de R$ 143 em relação ao ano anterior.
Os aluguéis residenciais registraram um aumento médio de 9,44% em 2025, um ritmo menor que os 13,50% do ano anterior, mas ainda assim bem acima da inflação oficial, medida pelo IPCA, que foi de 4,26% no período. Em termos reais, descontada a inflação, a alta efetiva chegou a 4,97%.
Este desempenho reflete uma economia brasileira mais robusta, com um mercado de trabalho aquecido. A taxa de desemprego atingiu 5,2% no trimestre encerrado em novembro, o menor nível desde 2012, o que sustenta o poder de compra e permite reajustes acima da inflação. A expectativa é de que os preços continuem subindo no primeiro semestre de 2026, porém em um ritmo mais brando, influenciados pelo aumento do salário mínimo e mudanças no Imposto de Renda.