As bolsas da Ásia registraram uma sexta-feira de fechamento majoritariamente em alta, refletindo um cenário complexo e dinâmico nos mercados globais. Investidores observaram atentamente os desdobramentos de eventos geopolíticos, que tiveram um impacto direto e significativo em setores específicos.
O principal motor dessa valorização foi o desempenho robusto das ações de defesa, que ganharam força em meio a crescentes riscos geopolíticos. Paralelamente, dados recentes sobre a inflação chinesa também contribuíram para a movimentação dos índices na região.
Este panorama, conforme informações divulgadas, desenha um quadro onde a segurança e a economia se entrelaçam, ditando os rumos dos investimentos em importantes centros financeiros asiáticos.
Rali Impulsionado por Ações de Defesa
O mercado japonês, representado pelo índice Nikkei, experimentou uma alta de 1,61% em Tóquio. Essa valorização foi notavelmente impulsionada por empresas do setor de defesa, como a IHI Corp, que subiu 3,32%, e a Kawasaki Heavy Industries, com ganhos de 3,17%, refletindo a crescente demanda por tecnologias e serviços militares.
Na Coreia do Sul, o cenário foi similar e ainda mais expressivo. O índice Kospi avançou 0,75% em Seul, atingindo uma nova máxima histórica pelo sexto pregão consecutivo. Empresas como a Hanwha Aerospace dispararam 11,38%, enquanto Poongsan e Korea Aerospace registraram ganhos sólidos de 6,05% e 4,90%, respectivamente, evidenciando a força do setor defensivo.
A Influência das Tensões Geopolíticas
Por trás desse rali nas ações de defesa, estão uma série de eventos geopolíticos recentes que aumentaram a percepção de risco global. Entre eles, destaca-se a operação militar dos Estados Unidos que resultou na derrubada do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, um movimento de grande impacto na política internacional.
Além disso, o mercado reagiu às renovadas pressões de Washington para assumir o controle da Groenlândia, uma questão que eleva as tensões no Ártico. Somam-se a isso os planos do presidente Donald Trump de ampliar os gastos militares da Casa Branca em 50% até 2027, atingindo a marca de US$ 1,5 trilhão, o que sinaliza um futuro de maior investimento em defesa.
Cenário Econômico na China e Oceania
Na China continental, os mercados também apresentaram resultados positivos. O Xangai Composto avançou 0,92%, fechando a 4.120,43 pontos, e o Shenzhen Composto, menos abrangente, garantiu uma alta de 1,34%, alcançando 2.660,05 pontos. Esses movimentos foram influenciados, em parte, por dados econômicos.
O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) chinês, que mede a taxa anual de inflação, acelerou ligeiramente em dezembro para 0,8%, comparado a 0,7% em novembro. Este resultado veio em linha com as previsões de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, indicando uma leve, mas esperada, aceleração inflacionária.
Em outras partes da Ásia, o Hang Seng subiu 0,32% em Hong Kong, a 26.231,79 pontos. Já o Taiex, em Taiwan, registrou uma leve queda de 0,24%, fechando a 30.288,96 pontos, mostrando uma diversidade de desempenho entre os mercados regionais.
Na Oceania, a bolsa australiana teve um dia de estabilidade, com o S&P/ASX 200 apresentando uma baixa marginal de 0,03%. Contudo, a gigante de mineração Rio Tinto viu suas ações tombarem 6,27% em Sydney, após revelar a retomada de negociações com a Glencore para um possível acordo de fusão, um evento que capturou a atenção dos investidores locais.