As Bolsas da Ásia registraram um dia de desempenhos mistos nesta quarta-feira (14), com notáveis elevações em mercados estratégicos, enquanto outros enfrentaram ligeiras quedas. A região asiática, um termômetro da economia global, demonstra resiliência e dinamismo.
Em destaque, as bolsas de Tóquio e da Coreia do Sul alcançaram novas máximas históricas, impulsionadas por fatores políticos e econômicos específicos. Já a China continental exibiu um cenário mais dividido, refletindo a complexidade de suas atividades comerciais.
Investidores acompanham de perto os movimentos nesses importantes centros financeiros, que continuam a moldar as tendências globais. As informações foram compiladas a partir de dados de mercado divulgados nesta quarta-feira.
O Impulso de Tóquio e a Estabilidade Sul-Coreana
No Japão, a Bolsa de Tóquio marcou um novo recorde, com o índice Nikkei disparando 1,5%, fechando em 54.341,23 pontos. Esse avanço é atribuído às crescentes expectativas de uma possível eleição geral no país, um evento que poderia consolidar a posição política da primeira-ministra Sanae Takaichi.
Empresas como a Taiyo Yuden e a Yaskawa Electric registraram altas significativas de 6,9% e 6,6%, respectivamente. A Shiseido também avançou 5,9%, mostrando a força do mercado japonês e o otimismo com a estabilidade política e o crescimento econômico.
Na Coreia do Sul, o mercado também celebrou, com o índice Kospi cravando sua nona máxima histórica consecutiva, um feito impressionante. O índice avançou 0,6%, encerrando o pregão em 4.723,10 pontos, refletindo a confiança dos investidores na economia sul-coreana.
Este desempenho positivo ocorre após conversas bilaterais entre a primeira-ministra Sanae Takaichi e o presidente sul-coreano Lee Jae Myung. Eles confirmaram a “importância estratégica” dos laços entre seus países, concordando em fortalecer a cooperação em segurança econômica, o que gera um ambiente de maior previsibilidade para os negócios.
China e Hong Kong: Exportações Fortes e Inovação em Foco
Na China continental, o cenário foi mais heterogêneo entre as Bolsas da Ásia. O Xangai Composto teve uma leve queda de 0,31%, fechando a 4.126,09 pontos. No entanto, o menos abrangente Shenzhen Composto subiu 0,65%, atingindo 2.693,41 pontos, indicando força em setores específicos.
Os dados de exportações chinesas superaram as expectativas, evidenciando a notável resiliência do país frente às tarifas americanas. O superávit comercial da China alcançou a marca de US$ 1,2 trilhão, um sinal claro da robustez de sua balança comercial.
Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 0,6%, fechando a 26.999,81 pontos. Destaques foram a Alibaba Health Information Technology, que saltou 19%, impulsionada pelo otimismo em relação ao uso de Inteligência Artificial (IA) no setor de saúde.
Outra gigante chinesa, a Sino Biopharmaceutical, viu suas ações subirem 2,89%. A alta veio após o anúncio de planos para adquirir a Hangzhou Hygieia Biomedical por até 1,2 bilhão de yuans chineses, o equivalente a US$ 172 milhões. A Hygieia é uma startup focada em pesquisa e desenvolvimento de medicamentos inovadores para doenças crônicas.
Outros Mercados Asiáticos e a Oceania
Em Taiwan, o índice Taiex acompanhou a tendência de alta de outras Bolsas da Ásia, subindo 0,8% e fechando em 30.941,78 pontos. A performance reflete um ambiente de confiança generalizada em alguns mercados regionais, mostrando a interconexão das economias.
Na Oceania, a bolsa australiana também encerrou o dia em território positivo. O S&P/ASX 200 ganhou 0,14%, atingindo 8.820,60 pontos. Isso demonstra um otimismo que se estende para além do continente asiático, influenciando mercados vizinhos e contribuindo para um cenário global de recuperação em algumas frentes.