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“subtitle”: “O ministro Guilherme Boulos expressa forte expectativa pela aprovação da PEC que extingue a escala de trabalho 6×1, prometendo mais descanso e qualidade de vida aos cidadãos.”,
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Boulos Projeta Fim da Escala 6×1 e Mais Qualidade de Vida para Trabalhadores no Brasil
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, manifestou nesta terça-feira, 27 de fevereiro, uma expectativa significativa de que o projeto que visa encerrar a escala de trabalho 6×1 no país seja aprovado e promulgado ainda no primeiro semestre do corrente ano. A medida, que busca proporcionar maior tempo livre e descanso aos trabalhadores, representa um avanço substancial na busca por melhores condições laborais no Brasil.
Boulos enfatizou o empenho do governo federal em diminuir a carga de trabalho semanal e, consequentemente, ampliar o tempo disponível para o lazer e o convívio familiar dos brasileiros. A proposta, que já tramita no Congresso Nacional, é vista como uma necessidade premente para milhões de indivíduos que atualmente enfrentam jornadas exaustivas.
A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa no Rio de Janeiro, após a participação do ministro em um ato na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), focado na criação de um Grupo de Trabalho Técnico para formular políticas para o Complexo da Maré, na zona norte da capital fluminense, conforme informações divulgadas pelas agências de notícias.
A Urgência da Mudança na Carga Horária: A Visão de Boulos
Guilherme Boulos reforçou a convicção de que o fim da escala 6×1 é uma demanda inadiável e fundamental para o trabalhador brasileiro. O ministro expressou seu desejo de que a proposta seja pautada para votação no Congresso Nacional, aprovada e, em seguida, promulgada pelo presidente Lula nos próximos meses, antes do término do primeiro semestre. A justificativa central para essa urgência reside na busca por uma vida mais digna e equilibrada para os cidadãos.
A escala 6×1, que implica em seis dias de trabalho para apenas um de folga, tem sido alvo de críticas por parte de sindicatos e movimentos sociais devido ao seu impacto na saúde física e mental dos empregados. A visão do ministro Boulos reflete uma compreensão de que o tempo de descanso não é apenas um luxo, mas uma necessidade humana básica para a recuperação, o autocuidado e o fortalecimento dos laços familiares e sociais. O modelo atual, em muitos casos, impede que os trabalhadores tenham uma rotina saudável e produtiva fora do ambiente profissional.
Ao afirmar que “vamos acabar com a escala 6×1 no Brasil. Essa é uma necessidade do trabalhador brasileiro”, Boulos sublinha o caráter essencial dessa reforma. A mudança visa não apenas a redução da carga horária, mas a reconfiguração da relação entre trabalho e vida pessoal, permitindo que os indivíduos dediquem mais tempo a atividades que promovam seu bem-estar integral, como lazer, educação continuada, cuidados com a saúde e participação cívica, aspectos cruciais para o desenvolvimento pleno da cidadania.
O Caminho Legislativo: PEC 8/2025 e o Apoio no Congresso
A proposta de alteração na jornada de trabalho, que busca o fim da escala 6×1, está materializada na Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 8/2025. Este importante instrumento legislativo foi apresentado à Câmara dos Deputados em fevereiro do ano passado, demonstrando que o debate sobre a redução da carga horária já possui um histórico e um respaldo considerável no parlamento. A iniciativa de uma PEC é relevante porque, ao propor uma mudança na Constituição, ela busca garantir um direito mais perene e abrangente para todos os trabalhadores.
A PEC nº 8/2025 conta com um número expressivo de apoiadores: foi assinada por 226 deputados, o que representa mais da metade dos 513 membros da Câmara. Esse volume de assinaturas é um indicativo robusto do apoio multipartidário à medida e da percepção de que a pauta é uma prioridade para uma parcela significativa da representação popular. A autora da proposta e primeira signatária é a deputada Erika Hilton (PSOL/SP), correligionária de Boulos, o que reforça a articulação política em torno do tema.
A tramitação de uma PEC envolve diversas etapas, incluindo análise em comissões, votação em dois turnos em cada casa do Congresso (Câmara e Senado) e, finalmente, a promulgação. O número de assinaturas já obtido pela PEC 8/2025 confere-lhe uma força política considerável, pavimentando o caminho para que ela possa ser levada à votação e, conforme a expectativa do ministro Boulos, aprovada ainda neste semestre. A mobilização em torno da proposta demonstra um alinhamento entre o poder executivo e uma parte expressiva do legislativo em relação a essa agenda de direitos trabalhistas.
Impacto Social e Qualidade de Vida: O Argumento por Mais Descanso
A defesa do fim da escala 6×1 por Guilherme Boulos está intrinsecamente ligada à melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores brasileiros. O ministro expressou claramente que a mudança visa proporcionar “paz, descanso e tempo com a sua família para lazer, para cuidado, que é o básico para qualquer um”. Essas palavras ressaltam a importância fundamental de um equilíbrio entre a vida profissional e pessoal, um aspecto muitas vezes negligenciado em regimes de trabalho mais intensos.
Para milhões de trabalhadores, a rotina de seis dias de trabalho e apenas um de folga dificulta a realização de atividades essenciais para o bem-estar. O tempo livre é crucial para o descanso físico e mental, a recuperação de energias e a prevenção de doenças relacionadas ao estresse e à exaustão. Além disso, a possibilidade de dedicar mais tempo à família – seja para o cuidado com os filhos, o apoio a idosos ou simplesmente para o convívio e o lazer – fortalece os laços afetivos e contribui para a construção de uma sociedade mais coesa e saudável.
O impacto de uma jornada de trabalho mais equilibrada se estende para além do indivíduo, reverberando em toda a comunidade. Mais tempo para o lazer pode estimular a economia local, impulsionar o turismo interno e fomentar a participação em atividades culturais e esportivas. O cuidado pessoal, que inclui desde consultas médicas até a prática de exercícios físicos, torna-se mais viável, resultando em uma população mais saudável e, consequentemente, mais produtiva e feliz. A expectativa é que a aprovação da PEC traga benefícios multifacetados, transformando positivamente a rotina de inúmeros brasileiros.
A Resistência Empresarial e a Perspectiva Governamental
Apesar do otimismo e do apoio governamental, a proposta de fim da escala 6×1 não está isenta de desafios, especialmente no que tange à possível resistência de grandes empresários. Indagado por jornalistas sobre essa eventual oposição, o ministro Boulos demonstrou uma postura firme e realista, afirmando que “o grande empresário ser contra não é nenhuma surpresa”. Sua análise aponta para um histórico de relutância do setor patronal em relação à ampliação de direitos trabalhistas.
Boulos não hesitou em contextualizar essa resistência, evocando uma perspectiva histórica: “Quando foi que grande empresário foi a favor de direito do trabalhador? Nunca vi na história. Se dependesse deles, seria escala 7×0. Se dependesse de muitos deles, não teria sido nem promulgada a Lei Áurea neste país.” Essa declaração contundente sublinha a percepção de que a conquista de direitos laborais frequentemente se dá por meio de embates e articulações políticas, e não por iniciativa espontânea de grandes setores empresariais.
A argumentação do ministro sugere que a oposição de parte do empresariado é esperada e faz parte do processo democrático de negociação de direitos. Embora haja sempre a preocupação com os impactos econômicos das mudanças na legislação trabalhista, o governo, por meio de Boulos, sinaliza que a prioridade é o bem-estar e a dignidade do trabalhador. A expectativa é que o diálogo e a força política do apoio no Congresso possam superar as resistências e garantir a aprovação da medida, reafirmando o compromisso com a melhoria das condições de trabalho no país.
A Experiência do Palácio do Planalto: Um Precedente Concreto
Um dos argumentos que reforçam a viabilidade e a pertinência do fim da escala 6×1 é a experiência já implementada no próprio Palácio do Planalto. No final do ano passado, o governo federal tomou a iniciativa de “erradicar a escala 6×1” para os trabalhadores terceirizados que prestam serviços na Presidência da República. Essa medida abrangeu diversas categorias, como o pessoal da copa e da limpeza, demonstrando na prática que a mudança é possível e benéfica.
Boulos garantiu que “são centenas de trabalhadores no Palácio do Planalto e, em dezembro, a gente assinou o fim da escala 6×1. Todos esses trabalhadores estão no máximo na escala 5×2”. Esse precedente é de extrema importância, pois serve como um exemplo concreto de que a transição para um regime de trabalho mais justo e com mais folgas é operacionalmente exequível. A experiência interna do governo federal valida a proposta e desmistifica possíveis argumentos de inviabilidade por parte de setores que se opõem à mudança.
A decisão do Planalto de adotar a escala máxima de 5×2 para seus terceirizados envia uma mensagem clara sobre o compromisso do governo com a melhoria das condições de trabalho. Ao aplicar a medida primeiramente em sua própria estrutura, o executivo demonstra coerência e liderança, mostrando que o que é defendido para o país pode e deve ser implementado nas suas próprias relações laborais. Essa ação prática fortalece o discurso em favor da PEC 8/2025 e oferece um modelo a ser seguido por outras instituições e empresas.
Diálogo e Articulação Política: O Papel do Ministério do Trabalho e da Câmara
A concretização do fim da escala 6×1 depende de uma intensa articulação política e do diálogo com os diversos atores envolvidos. O ministro Guilherme Boulos tem desempenhado um papel ativo nesse processo, atuando em conjunto com o Ministério do Trabalho para pavimentar o caminho para a mudança. Essa colaboração entre a Secretaria-Geral e o Ministério do Trabalho é crucial, pois combina a coordenação política com a expertise técnica necessária para a formulação e implementação de políticas trabalhistas.
Boulos revelou que já se reuniu e manterá conversas “nas próximas semanas” com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para tratar do tema. O envolvimento direto do presidente da Câmara é fundamental, dado o seu papel na pauta e na condução das votações no plenário. Essas reuniões são estratégicas para garantir que a PEC 8/2025 avance na casa legislativa, superando eventuais obstáculos e construindo os consensos necessários para sua aprovação.
A capacidade de articulação do governo e a disposição para o diálogo com o parlamento serão determinantes para o sucesso da proposta. A busca por um consenso que equilibre os interesses dos trabalhadores e as preocupações do setor produtivo é um desafio constante, mas a postura proativa de Boulos e do Ministério do Trabalho demonstra um comprometimento firme com a agenda de direitos. A expectativa é que essas conversas resultem em um ambiente favorável para que a PEC seja votada e aprovada, cumprindo a promessa de mais dignidade e descanso para os trabalhadores brasileiros.
Próximos Passos e Expectativas para a Aprovação Final
Com a forte expectativa manifestada pelo ministro Guilherme Boulos, o fim da escala 6×1 parece estar mais próximo de se tornar uma realidade no Brasil. Os próximos passos envolvem a continuidade das articulações políticas no Congresso Nacional, com foco na pautação e votação da Proposta de Emenda Constitucional nº 8/2025. A mobilização de 226 deputados em apoio à PEC já indica uma base sólida para sua aprovação na Câmara dos Deputados, mas o processo legislativo é complexo e exige constante monitoramento e negociação.
Caso a PEC seja aprovada na Câmara, ela seguirá para o Senado Federal, onde também precisará passar por votação em dois turnos. A coordenação entre as duas casas legislativas e o Poder Executivo será essencial para garantir que a proposta mantenha seu ritmo e não enfrente entraves inesperados. A celeridade na tramitação, conforme almejado por Boulos, é crucial para que a medida possa ser promulgada pelo presidente Lula ainda no primeiro semestre, concretizando o benefício para os trabalhadores em um prazo relativamente curto.
A expectativa é que a aprovação final da PEC represente um marco na legislação trabalhista brasileira, promovendo uma mudança significativa na rotina de milhões de pessoas. O governo federal, por meio de suas ações e declarações, demonstra um compromisso claro com a redução da carga horária e o aumento do tempo livre, visando uma sociedade mais justa e com maior qualidade de vida. A vigilância e o engajamento da sociedade civil serão importantes para acompanhar o desfecho dessa proposta que promete redefinir a relação entre trabalho e bem-estar no país.
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Boulos Projeta Fim da Escala 6×1 e Mais Qualidade de Vida para Trabalhadores no Brasil
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, manifestou nesta terça-feira, 27 de fevereiro, uma expectativa significativa de que o projeto que visa encerrar a escala de trabalho 6×1 no país seja aprovado e promulgado ainda no primeiro semestre do corrente ano. A medida, que busca proporcionar maior tempo livre e descanso aos trabalhadores, representa um avanço substancial na busca por melhores condições laborais no Brasil.
Boulos enfatizou o empenho do governo federal em diminuir a carga de trabalho semanal e, consequentemente, ampliar o tempo disponível para o lazer e o convívio familiar dos brasileiros. A proposta, que já tramita no Congresso Nacional, é vista como uma necessidade premente para milhões de indivíduos que atualmente enfrentam jornadas exaustivas.
A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa no Rio de Janeiro, após a participação do ministro em um ato na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), focado na criação de um Grupo de Trabalho Técnico para formular políticas para o Complexo da Maré, na zona norte da capital fluminense, conforme informações divulgadas pelas agências de notícias.
A Urgência da Mudança na Carga Horária: A Visão de Boulos
Guilherme Boulos reforçou a convicção de que o fim da escala 6×1 é uma demanda inadiável e fundamental para o trabalhador brasileiro. O ministro expressou seu desejo de que a proposta seja pautada para votação no Congresso Nacional, aprovada e, em seguida, promulgada pelo presidente Lula nos próximos meses, antes do término do primeiro semestre. A justificativa central para essa urgência reside na busca por uma vida mais digna e equilibrada para os cidadãos.
A escala 6×1, que implica em seis dias de trabalho para apenas um de folga, tem sido alvo de críticas por parte de sindicatos e movimentos sociais devido ao seu impacto na saúde física e mental dos empregados. A visão do ministro Boulos reflete uma compreensão de que o tempo de descanso não é apenas um luxo, mas uma necessidade humana básica para a recuperação, o autocuidado e o fortalecimento dos laços familiares e sociais. O modelo atual, em muitos casos, impede que os trabalhadores tenham uma rotina saudável e produtiva fora do ambiente profissional.
Ao afirmar que “vamos acabar com a escala 6×1 no Brasil. Essa é uma necessidade do trabalhador brasileiro”, Boulos sublinha o caráter essencial dessa reforma. A mudança visa não apenas a redução da carga horária, mas a reconfiguração da relação entre trabalho e vida pessoal, permitindo que os indivíduos dediquem mais tempo a atividades que promovam seu bem-estar integral, como lazer, educação continuada, cuidados com a saúde e participação cívica, aspectos cruciais para o desenvolvimento pleno da cidadania.
O Caminho Legislativo: PEC 8/2025 e o Apoio no Congresso
A proposta de alteração na jornada de trabalho, que busca o fim da escala 6×1, está materializada na Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 8/2025. Este importante instrumento legislativo foi apresentado à Câmara dos Deputados em fevereiro do ano passado, demonstrando que o debate sobre a redução da carga horária já possui um histórico e um respaldo considerável no parlamento. A iniciativa de uma PEC é relevante porque, ao propor uma mudança na Constituição, ela busca garantir um direito mais perene e abrangente para todos os trabalhadores.
A PEC nº 8/2025 conta com um número expressivo de apoiadores: foi assinada por 226 deputados, o que representa mais da metade dos 513 membros da Câmara. Esse volume de assinaturas é um indicativo robusto do apoio multipartidário à medida e da percepção de que a pauta é uma prioridade para uma parcela significativa da representação popular. A autora da proposta e primeira signatária é a deputada Erika Hilton (PSOL/SP), correligionária de Boulos, o que reforça a articulação política em torno do tema.
A tramitação de uma PEC envolve diversas etapas, incluindo análise em comissões, votação em dois turnos em cada casa do Congresso (Câmara e Senado) e, finalmente, a promulgação. O número de assinaturas já obtido pela PEC 8/2025 confere-lhe uma força política considerável, pavimentando o caminho para que ela possa ser levada à votação e, conforme a expectativa do ministro Boulos, aprovada ainda neste semestre. A mobilização em torno da proposta demonstra um alinhamento entre o poder executivo e uma parte expressiva do legislativo em relação a essa agenda de direitos trabalhistas.
Impacto Social e Qualidade de Vida: O Argumento por Mais Descanso
A defesa do fim da escala 6×1 por Guilherme Boulos está intrinsecamente ligada à melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores brasileiros. O ministro expressou claramente que a mudança visa proporcionar “paz, descanso e tempo com a sua família para lazer, para cuidado, que é o básico para qualquer um”. Essas palavras ressaltam a importância fundamental de um equilíbrio entre a vida profissional e pessoal, um aspecto muitas vezes negligenciado em regimes de trabalho mais intensos.
Para milhões de trabalhadores, a rotina de seis dias de trabalho e apenas um de folga dificulta a realização de atividades essenciais para o bem-estar. O tempo livre é crucial para o descanso físico e mental, a recuperação de energias e a prevenção de doenças relacionadas ao estresse e à exaustão. Além disso, a possibilidade de dedicar mais tempo à família – seja para o cuidado com os filhos, o apoio a idosos ou simplesmente para o convívio e o lazer – fortalece os laços afetivos e contribui para a construção de uma sociedade mais coesa e saudável.
O impacto de uma jornada de trabalho mais equilibrada se estende para além do indivíduo, reverberando em toda a comunidade. Mais tempo para o lazer pode estimular a economia local, impulsionar o turismo interno e fomentar a participação em atividades culturais e esportivas. O cuidado pessoal, que inclui desde consultas médicas até a prática de exercícios físicos, torna-se mais viável, resultando em uma população mais saudável e, consequentemente, mais produtiva e feliz. A expectativa é que a aprovação da PEC traga benefícios multifacetados, transformando positivamente a rotina de inúmeros brasileiros.
A Resistência Empresarial e a Perspectiva Governamental
Apesar do otimismo e do apoio governamental, a proposta de fim da escala 6×1 não está isenta de desafios, especialmente no que tange à possível resistência de grandes empresários. Indagado por jornalistas sobre essa eventual oposição, o ministro Boulos demonstrou uma postura firme e realista, afirmando que “o grande empresário ser contra não é nenhuma surpresa”. Sua análise aponta para um histórico de relutância do setor patronal em relação à ampliação de direitos trabalhistas.
Boulos não hesitou em contextualizar essa resistência, evocando uma perspectiva histórica: “Quando foi que grande empresário foi a favor de direito do trabalhador? Nunca vi na história. Se dependesse deles, seria escala 7×0. Se dependesse de muitos deles, não teria sido nem promulgada a Lei Áurea neste país.” Essa declaração contundente sublinha a percepção de que a conquista de direitos laborais frequentemente se dá por meio de embates e articulações políticas, e não por iniciativa espontânea de grandes setores empresariais.
A argumentação do ministro sugere que a oposição de parte do empresariado é esperada e faz parte do processo democrático de negociação de direitos. Embora haja sempre a preocupação com os impactos econômicos das mudanças na legislação trabalhista, o governo, por meio de Boulos, sinaliza que a prioridade é o bem-estar e a dignidade do trabalhador. A expectativa é que o diálogo e a força política do apoio no Congresso possam superar as resistências e garantir a aprovação da medida, reafirmando o compromisso com a melhoria das condições de trabalho no país.
A Experiência do Palácio do Planalto: Um Precedente Concreto
Um dos argumentos que reforçam a viabilidade e a pertinência do fim da escala 6×1 é a experiência já implementada no próprio Palácio do Planalto. No final do ano passado, o governo federal tomou a iniciativa de “erradicar a escala 6×1” para os trabalhadores terceirizados que prestam serviços na Presidência da República. Essa medida abrangeu diversas categorias, como o pessoal da copa e da limpeza, demonstrando na prática que a mudança é possível e benéfica.
Boulos garantiu que “são centenas de trabalhadores no Palácio do Planalto e, em dezembro, a gente assinou o fim da escala 6×1. Todos esses trabalhadores estão no máximo na escala 5×2”. Esse precedente é de extrema importância, pois serve como um exemplo concreto de que a transição para um regime de trabalho mais justo e com mais folgas é operacionalmente exequível. A experiência interna do governo federal valida a proposta e desmistifica possíveis argumentos de inviabilidade por parte de setores que se opõem à mudança.
A decisão do Planalto de adotar a escala máxima de 5×2 para seus terceirizados envia uma mensagem clara sobre o compromisso do governo com a melhoria das condições de trabalho. Ao aplicar a medida primeiramente em sua própria estrutura, o executivo demonstra coerência e liderança, mostrando que o que é defendido para o país pode e deve ser implementado nas suas próprias relações laborais. Essa ação prática fortalece o discurso em favor da PEC 8/2025 e oferece um modelo a ser seguido por outras instituições e empresas.
Diálogo e Articulação Política: O Papel do Ministério do Trabalho e da Câmara
A concretização do fim da escala 6×1 depende de uma intensa articulação política e do diálogo com os diversos atores envolvidos. O ministro Guilherme Boulos tem desempenhado um papel ativo nesse processo, atuando em conjunto com o Ministério do Trabalho para pavimentar o caminho para a mudança. Essa colaboração entre a Secretaria-Geral e o Ministério do Trabalho é crucial, pois combina a coordenação política com a expertise técnica necessária para a formulação e implementação de políticas trabalhistas.
Boulos revelou que já se reuniu e manterá conversas “nas próximas semanas” com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para tratar do tema. O envolvimento direto do presidente da Câmara é fundamental, dado o seu papel na pauta e na condução das votações no plenário. Essas reuniões são estratégicas para garantir que a PEC 8/2025 avance na casa legislativa, superando eventuais obstáculos e construindo os consensos necessários para sua aprovação.
A capacidade de articulação do governo e a disposição para o diálogo com o parlamento serão determinantes para o sucesso da proposta. A busca por um consenso que equilibre os interesses dos trabalhadores e as preocupações do setor produtivo é um desafio constante, mas a postura proativa de Boulos e do Ministério do Trabalho demonstra um comprometimento firme com a agenda de direitos. A expectativa é que essas conversas resultem em um ambiente favorável para que a PEC seja votada e aprovada, cumprindo a promessa de mais dignidade e descanso para os trabalhadores brasileiros.
Próximos Passos e Expectativas para a Aprovação Final
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Caso a PEC seja aprovada na Câmara, ela seguirá para o Senado Federal, onde também precisará passar por votação em dois turnos. A coordenação entre as duas casas legislativas e o Poder Executivo será essencial para garantir que a proposta mantenha seu ritmo e não enfrente entraves inesperados. A celeridade na tramitação, conforme almejado por Boulos, é crucial para que a medida possa ser promulgada pelo presidente Lula ainda no primeiro semestre, concretizando o benefício para os trabalhadores em um prazo relativamente curto.
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