Aumento Alarmante de Desaparecimentos em 2025 Revela Lacunas na Busca e Ação Integrada no País
O Brasil registrou um aumento significativo no número de pessoas desaparecidas em 2025, atingindo a marca de 84.760 casos. Esse volume representa uma média alarmante de 232 sumiços por dia em todo o território nacional, elevando a preocupação de famílias e autoridades. Os dados recentes indicam uma escalada do problema, com um crescimento notável em comparação aos anos anteriores.
O cenário complexo revela que, mesmo após a criação da Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas em 2019, o país ainda enfrenta desafios substanciais para conter essa crise. A legislação, que visa aprimorar a localização e a cooperação entre órgãos, parece não ter sido suficiente para reverter a tendência de alta.
A situação é ainda mais grave considerando a subnotificação e as diversas formas de violência associadas a esses desaparecimentos, conforme alertam especialistas. As informações são do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp).
A Escalada dos Números: Um Retrato da Crise nos Desaparecimentos
Os 84.760 casos de desaparecimento registrados em 2025 representam um aumento de 4,1% em relação a 2024, quando foram contabilizados 81.406 ocorrências. Essa progressão ascendente tem sido uma constante na última década, com exceção de um breve recuo durante a pandemia de covid-19. Desde 2015, quando 75.916 pessoas desapareceram, os números têm crescido continuamente.
A Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas, instituída em 2019, tinha como objetivo estabelecer diretrizes e ações integradas para agilizar a localização e promover a cooperação entre órgãos de segurança, saúde e assistência social. No entanto, naquele ano, o Brasil já registrava 81.306 ocorrências, um número que foi superado em 2025, indicando que a política ainda não conseguiu conter a tendência de alta.
A coordenadora do Observatório de Desaparecimento de Pessoas no Brasil (ObDes) da Universidade de Brasília (UnB), Simone Rodrigues, aponta que a legislação, apesar de ser uma resposta importante, ainda