O cenário político brasileiro e o setor mineral estão de luto neste domingo, 18 de fevereiro, com o falecimento de Raul Jungmann, diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM). Ele tinha 73 anos e faleceu em Brasília, após um longo e corajoso tratamento contra o câncer de pâncreas.
Jungmann foi uma personalidade marcante, dedicando mais de cinco décadas à vida pública do país. Sua partida representa uma perda significativa para a esfera política e para o avanço de discussões importantes em diversos setores.
No IBRAM, ele liderou uma agenda de transformação, buscando uma mineração mais comprometida com a sustentabilidade. As informações sobre seu falecimento e trajetória foram divulgadas pelo próprio Instituto Brasileiro de Mineração.
A Trajetória de um Servidor Público Incansável
Nascido em Pernambuco, Raul Jungmann construiu uma sólida carreira no serviço público brasileiro. Ele atuou como vereador e também como deputado federal, sempre com forte engajamento nas questões nacionais.
Sua experiência política se estendeu a cargos ministeriais de grande relevância. Jungmann liderou quatro ministérios em governos distintos, como Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer.
Ele esteve à frente das pastas de Política Fundiária, Desenvolvimento Agrário, Defesa e Segurança Pública. Essas posições demonstram a amplitude de sua atuação e sua capacidade de gestão em áreas críticas para o país.
Legado no Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM)
Em 2022, Raul Jungmann assumiu a presidência do IBRAM, um momento crucial para o setor mineral. Desde então, ele focou em uma agenda de modernização e responsabilidade.
Sua gestão foi marcada pela defesa de uma mineração sustentável, buscando alinhar os interesses econômicos com a preservação ambiental e social. Ele acreditava no potencial do setor, mas com um olhar atento para o futuro.
O trabalho de Jungmann no IBRAM visava fortalecer a imagem do setor, promovendo o diálogo e a inovação. Ele se tornou uma voz importante na busca por práticas mais éticas e eficientes na mineração.
Homenagens e o Impacto de Sua Atuação
Atendendo a um desejo pessoal de Jungmann, o velório será realizado em uma cerimônia reservada, apenas para familiares e amigos próximos. Contudo, as homenagens e o reconhecimento por sua trajetória já se manifestam.
Ana Sanches, presidente do Conselho Diretor do IBRAM, expressou profundo pesar pela perda. Ela destacou Raul Jungmann como um “homem público de estatura singular, defensor da democracia e comprometido com o interesse público”.
Segundo Sanches, a liderança de Jungmann em um período decisivo fortaleceu o instituto e beneficiou o setor mineral. Sua gestão foi caracterizada por diálogo, visão estratégica e integridade, pilares que ele defendeu ao longo de toda a sua vida pública.