Caminhada de Nikolas Ferreira mobiliza figuras políticas em protesto contra STF e prisão de Bolsonaro
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) deu início, nesta segunda-feira (19), a uma significativa caminhada que parte de Paracatu, em Minas Gerais, com destino a Brasília, no Distrito Federal. O percurso, que se estende por mais de 200 quilômetros pela BR-040, tem previsão de chegada para o próximo domingo, dia 25 de fevereiro.
A iniciativa do parlamentar mineiro visa ser um ato de protesto contra o que ele e seus apoiadores consideram abusos por parte do Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação foca principalmente nas decisões relacionadas aos réus das manifestações de 8 de janeiro e na situação da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Essa mobilização tem atraído a atenção de diversas figuras políticas e gerado discussões sobre o papel das instituições e a liberdade de expressão no país, conforme informações divulgadas pelas fontes.
Adesão de políticos e a “caminhada pela liberdade”
A chamada “caminhada pela liberdade” tem ganhado adeptos no cenário político. Entre os nomes que confirmaram participação e apoio à iniciativa de Nikolas Ferreira, destaca-se Carlos Bolsonaro, vereador do Rio de Janeiro e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Carlos utilizou suas redes sociais para divulgar a caminhada, afirmando que, após compromissos familiares, retornaria ao percurso.
Outro político que se juntou ao movimento é o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO). Tanto Gayer quanto Nikolas Ferreira têm mantido seus seguidores atualizados, postando vídeos e detalhando os quilômetros já percorridos, reforçando o engajamento e a visibilidade do protesto.
Os motivos do protesto, segundo Nikolas Ferreira
Em uma carta aberta, Nikolas Ferreira detalhou as razões que o levaram a empreender a longa jornada. Ele enfatizou que a caminhada não é um gesto de vaidade ou espetáculo, mas sim um “ato de consciência, de amor ao Brasil e de compromisso com a liberdade”. O deputado expressou profunda preocupação com a situação dos presos após os eventos de 8 de janeiro, alegando que foram submetidos a “processos ilegais, parciais e arbitrários”.
A carta também denuncia o que seria uma “perseguição sistemática a opositores políticos”, incluindo Jair Bolsonaro. Nikolas Ferreira descreve esses fatos como sintomas de algo mais perigoso, a “cansaço moral de uma nação”. Ele destaca que o povo brasileiro estaria em um estado de paralisia psicológica, construído de forma deliberada e intencional.
Um chamado à consciência nacional e pautas específicas
A caminhada é apresentada por Nikolas Ferreira como um “clamor por justiça a casos concretos” e um “chamado à consciência nacional”. O objetivo é reavivar a esperança e a coragem no brasileiro para enfrentar o que ele considera o mal que tenta se normalizar no país. O parlamentar ressalta a importância de um tratamento digno aos presos do dia 8 de janeiro, mencionando violações de direitos humanos e garantias fundamentais.
Além dos réus do 8 de janeiro, a manifestação também busca dar voz a figuras como Jair Bolsonaro, Filipe G. Martins e Coronel Naime, que, segundo Nikolas, sofrem dos mesmos abusos processuais. Uma das pautas específicas da caminhada é a “derrubada do veto à dosimetria das penas no Congresso”, um tema relevante para o debate jurídico e político atual.
Chegada a Brasília e o caráter simbólico do ato
A chegada de Nikolas Ferreira a Brasília, prevista para o dia 25 de fevereiro, tem como propósito demonstrar, de forma pacífica e com presença física, que ainda existem brasileiros atentos e comprometidos com a justiça, a dignidade humana e a liberdade. O deputado reconhece que a caminhada não é uma “bala de prata” nem pretende resolver todos os problemas do Brasil, mas sim um “ato simbólico”.
Ele enfatiza que, mesmo que os resultados esperados não se concretizem integralmente, o gesto já terá valido a pena se os presos injustamente e o ex-presidente Jair Bolsonaro se sentirem acolhidos e perceberem o carinho do povo brasileiro. A caminhada contra abusos do STF, conforme o deputado, será ordeira e pacífica, exercendo o direito legítimo de ir e vir e de manifestação, garantidos pela Constituição.