Rosas de Ouro sofre queda drástica e é rebaixada no Carnaval de São Paulo em 2025

A Sociedade Rosas de Ouro, que ostentava o título de campeã do Carnaval de São Paulo no ano passado, enfrentou um destino inesperado e amargo: o rebaixamento para o Grupo de Acesso 1 em 2025. A definição ocorreu na tarde desta terça-feira (17), durante a apuração das notas no Sambódromo do Anhembi. Uma falha administrativa, notadamente a entrega de documentos fora do prazo estipulado, foi o principal catalisador para essa queda abrupta, somando-se a notas insatisfatórias em diversos quesitos avaliados pelos jurados.

A agremiação amargou a penúltima colocação geral, com uma pontuação de 268,4. A segunda escola a ser rebaixada, a Águia de Ouro, ficou logo atrás, com 268,2 pontos. A perda de cinco décimos de ponto logo no início da disputa, devido à não conformidade no envio de documentação à Liga das Escolas de Samba, pesou significativamente no resultado final, comprometendo a performance geral da Rosas de Ouro em um ano em que buscava manter seu posto de destaque.

A notícia do rebaixamento gerou surpresa e comoção entre os sambistas e admiradores da escola, que ainda comemorava o título de 2024. A falha administrativa, que resultou na dedução de pontos, demonstrou a importância do cumprimento de prazos e regulamentos, mesmo para as agremiações de maior prestígio. As informações foram divulgadas pela Liga das Escolas de Samba, que estabeleceu o dia 9 de janeiro como o limite para o envio dos documentos impressos e enviados à sua sede, um prazo que a Rosas de Ouro não conseguiu cumprir.

Falha administrativa: O ponto de inflexão para o rebaixamento da Rosas de Ouro

A entrega de documentos fora do prazo estabelecido pela Liga das Escolas de Samba foi o principal fator que selou o destino da Rosas de Ouro. A agremiação perdeu cinco décimos de ponto logo no início da apuração, uma penalidade que se mostrou decisiva para o resultado final. Conforme comunicado pela Liga na última sexta-feira (13), os documentos deveriam ter sido enviados até as 23h59 da segunda-feira anterior, dia 9 de janeiro. A não observância deste prazo simples, mas crucial, gerou um impacto negativo imediato na pontuação total da escola.

Essa penalidade inicial, embora pareça pequena em termos numéricos, representou um fardo pesado a ser carregado ao longo de toda a disputa. Em um carnaval onde cada décimo de ponto pode significar a permanência ou o rebaixamento, a perda antecipada de meio ponto colocou a Rosas de Ouro em desvantagem significativa em relação às demais concorrentes do Grupo Especial. A falha administrativa, portanto, não foi apenas um lapso burocrático, mas um evento determinante na trajetória da escola em 2025.

Desempenho na Pista: Notas baixas em quesitos chave comprometem a Rosas de Ouro

Além da punição administrativa, a Rosas de Ouro também acumulou notas baixas em diversos quesitos avaliados pelos jurados durante o desfile. A soma total de 268,4 pontos reflete não apenas a penalidade inicial, mas também um desempenho aquém do esperado na apresentação na avenida. A escola, que apresentou o enredo “Escrito nas Estrelas”, caracterizado por seu tradicional luxo e alegorias luminosas, não conseguiu traduzir todo o seu esplendor em pontuação suficiente para se manter na elite do carnaval paulistano.

O desfile, que chegou a enfrentar um atraso de mais de uma hora devido a um vazamento de óleo em uma das alegorias da Acadêmicos do Tatuapé, buscou explorar o universo desde sua criação até a sua influência como guia do pensamento humano. No entanto, a grandiosidade visual e a mensagem do enredo não foram suficientes para convencer os jurados. A performance na pista, em termos de execução e avaliação dos quesitos, acabou sendo o segundo grande fator que contribuiu para o rebaixamento.

Análise das Notas: Samba-enredo, Bateria e Comissão de Frente sob a lupa

Uma análise mais detalhada das notas revela os pontos fracos que mais penalizaram a Rosas de Ouro. No quesito samba-enredo, a escola obteve a pior pontuação entre todas as agremiações, com apenas 29,8 pontos. Este é um dos pilares fundamentais de qualquer desfile de carnaval, e uma nota tão baixa indica problemas na interpretação, melodia ou letra da composição, que não ressoou com a força esperada.

O quesito bateria, outro componente crucial para a cadência e empolgação do desfile, também registrou a mesma pontuação de 29,8 pontos. Este foi o menor desempenho neste quesito, compartilhado com a Estrela do Terceiro Milênio, que terminou em sétimo lugar. A bateria da Rosas de Ouro, conhecida por sua força e precisão, parece ter falhado em entregar o impacto sonoro e rítmico esperado, impactando diretamente a evolução e a energia geral da apresentação.

A comissão de frente, responsável por abrir o desfile com uma performance coreografada e impactante, também foi um ponto de fragilidade para a campeã de 2024. A escola somou 29,7 pontos neste quesito, a segunda pior nota, ficando atrás apenas da Vai-Vai, que escapou do rebaixamento por uma margem mínima. A falta de impacto ou a execução abaixo do esperado pela comissão de frente da Rosas de Ouro contribuiu para um início de desfile que não gerou a energia necessária.

Águia de Ouro: A outra escola rebaixada para o Grupo de Acesso 1

Juntamente com a Rosas de Ouro, a Águia de Ouro também foi rebaixada para o Grupo de Acesso 1 em 2025. A agremiação fechou a classificação geral com a menor pontuação, 268,2, apenas dois décimos abaixo da Rosas de Ouro. A Águia de Ouro enfrentou dificuldades em quesitos específicos que foram determinantes para sua queda.

Em especial, a escola obteve as notas mais baixas em alegoria, com 29 pontos, e em evolução, com 29,5 pontos. A alegoria é o cartão de visitas visual de uma escola, e notas baixas neste quesito indicam problemas com a concepção, execução ou conservação dos carros alegóricos. A evolução, por sua vez, avalia a fluidez e a coesão do desfile, a forma como a escola se move pela avenida. Dificuldades nesses aspectos demonstram problemas estruturais na apresentação geral da Águia de Ouro.

Implicações do Rebaixamento: O que esperar do futuro da Rosas de Ouro?

O rebaixamento para o Grupo de Acesso 1 representa um desafio significativo para a Sociedade Rosas de Ouro. A escola terá a missão de se reerguer e reconquistar seu lugar no Grupo Especial em 2026. Isso exigirá uma reestruturação interna, foco na gestão administrativa e, principalmente, um retorno à excelência nos quesitos técnicos e artísticos que sempre a caracterizaram.

A disputa no Grupo de Acesso 1 é acirrada, com escolas tradicionais lutando pelo acesso. A Rosas de Ouro precisará demonstrar força, resiliência e planejamento estratégico para superar essa fase. A perda do status de escola do Grupo Especial implica em menor visibilidade, menor investimento e, consequentemente, um desafio maior para atrair recursos e manter o engajamento de seus componentes e comunidade.

O Contexto do Carnaval de São Paulo: Competição acirrada e critérios rigorosos

O Carnaval de São Paulo é conhecido por sua competitividade e pela exigência dos critérios de avaliação. A cada ano, as escolas buscam inovar e apresentar desfiles cada vez mais elaborados, o que eleva o nível geral da disputa. O rebaixamento da Rosas de Ouro, uma escola de grande tradição e com um histórico de sucesso recente, evidencia o quão acirrada está a competição e o quão rigorosos são os jurados.

A Liga das Escolas de Samba, responsável por organizar o evento, estabelece regras claras e prazos que devem ser cumpridos por todas as agremiações. A fiscalização e a aplicação dessas regras são essenciais para garantir a lisura e a igualdade na competição. A falha administrativa da Rosas de Ouro serve como um alerta para todas as escolas sobre a importância da organização e do cumprimento das obrigações formais.

Lições Aprendidas e o Caminho para a Recuperação

A queda da Rosas de Ouro para o Grupo de Acesso 1 é uma lição amarga, mas potencialmente valiosa. A gestão administrativa precisa ser impecável, assim como a execução artística na avenida. A combinação de excelência em todos os aspectos é o que garante o sucesso no competitivo carnaval paulistano.

Para a comunidade da Rosas de Ouro, o momento agora é de união, planejamento e trabalho árduo. A história da escola é rica em superações, e a expectativa é que a agremiação utilize essa experiência para se fortalecer e, quem sabe, voltar ainda mais forte para a elite do carnaval em 2026, reafirmando seu lugar entre as grandes escolas de samba de São Paulo.

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