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“subtitle”: “Maurício Cunha, pesquisador em políticas públicas para infância e adolescência, destaca o aumento da vulnerabilidade infantil durante o período festivo e a importância de medidas de segurança online e offline.”,
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Carnaval: Especialista alerta pais sobre riscos de expor crianças online e reforça necessidade de vigilância

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O período de Carnaval, tradicionalmente associado à alegria e festividade, também representa um momento de maior vulnerabilidade para crianças e adolescentes. A exposição de imagens infantis nas redes sociais e os riscos inerentes ao ambiente digital durante as celebrações são pontos de atenção destacados por Maurício Cunha, pesquisador em políticas públicas para infância e adolescência e presidente da ChildFund no Brasil.

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Cunha recomenda que as famílias evitem compartilhar fotos e vídeos de crianças em plataformas digitais, alertando que o que parece inofensivo para os pais pode se tornar um gatilho para violações de direitos, incluindo exploração sexual e manipulação de imagens. A sociedade, por sua vez, é incentivada a estar mais atenta e a denunciar ameaças e violências contra os pequenos.

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As preocupações foram apresentadas em entrevista à Agência Brasil, onde o especialista detalhou os perigos que crianças e adolescentes enfrentam no contexto do Carnaval, tanto no mundo virtual quanto no real. Os dados do Disque 100, canal do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, reforçam a gravidade da situação, com milhares de casos suspeitos registrados durante o último período festivo, conforme informações divulgadas pela Agência Brasil.

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Aumento da Vulnerabilidade Infantil no Carnaval: Um Cenário de Riscos Amplificados

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Maurício Cunha explica que o Carnaval acentua a vulnerabilidade de crianças e adolescentes devido a uma série de fatores. O aumento da circulação de pessoas, a maior oferta de eventos de massa e a própria atmosfera festiva podem propiciar situações de risco. Ele ressalta que o período é marcado por um aumento expressivo nas denúncias de violações e crimes contra essa faixa etária, evidenciado pelos dados do Disque 100.

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No Carnaval de 2024, por exemplo, o Disque 100 registrou mais de 26 mil casos suspeitos de crimes contra crianças e adolescentes. Esse número representa um crescimento alarmante de 38% em relação ao ano anterior, indicando que quase 40% de todas as violações registradas no período referiam-se a crimes contra crianças e adolescentes. Essa estatística sublinha a urgência de medidas de proteção mais eficazes.

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O pesquisador aponta que o ambiente digital agrava ainda mais esse quadro. A exposição de imagens de crianças e adolescentes em fóruns, grupos fechados e redes sociais, muitas vezes sem a devida supervisão parental, cria um terreno fértil para a violência sexual online. Um estudo do ChildFund revelou que 54% dos adolescentes brasileiros já sofreram algum tipo de violência sexual na internet, um dado considerado gravíssimo pelas suas profundas consequências no desenvolvimento psíquico e emocional das vítimas.

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Os Múltiplos Rostos da Violência: Adultização, Erotização e Exploração

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Um dos pontos centrais de preocupação levantados por Cunha é a erotização precoce, ou adultização, que configura uma violação direta dos direitos da criança e do adolescente, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Crianças precisam ser protegidas de conteúdos e situações inadequadas à sua fase de desenvolvimento. O Carnaval, com sua atmosfera muitas vezes mais liberal, pode expor os pequenos a essas influências negativas.

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Além disso, o período festivo é associado a um aumento nos casos de desaparecimento de crianças, especialmente em grandes aglomerações. O trabalho infantil também é outra face da exploração que se intensifica, com crianças sendo inseridas em atividades informais que podem ser degradantes e perigosas. A exploração sexual, tanto no ambiente offline quanto online, é uma realidade que exige atenção redobrada.

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A superexposição de imagens nas redes sociais é um vetor significativo para essas violações. Cunha enfatiza que o que os pais consideram uma simples postagem de lazer pode, na verdade, expor seus filhos a riscos consideráveis, como a manipulação de fotos e vídeos em redes que podem ser utilizadas para fins criminosos, incluindo redes de pedofilia.

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Segurança Digital: Ferramentas e Hábitos para Proteger Crianças e Adolescentes

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Diante dos riscos, Maurício Cunha oferece orientações práticas para as famílias. A primeira delas é a recomendação de evitar postar fotos, vídeos e transmissões ao vivo (lives) de crianças nas redes sociais. Desligar a função de geolocalização em dispositivos móveis também é uma medida importante para dificultar o rastreamento e a exposição indevida.

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Para os adolescentes, que passam um tempo considerável online – com pesquisas indicando uma média de quatro horas diárias, e para 30% deles, mais de seis horas –, a adoção de ferramentas de segurança é fundamental. O uso de controles parentais, a limitação de mensagens de desconhecidos e a revisão das configurações de privacidade em aplicativos são ações essenciais. O especialista lamenta que apenas cerca de 35% dos adolescentes brasileiros contem com algum tipo de supervisão parental no uso da internet.

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O diálogo aberto com os filhos sobre os perigos da internet é crucial. Orientar crianças e adolescentes a não interagirem com estranhos, a não compartilharem informações pessoais e a desconfiarem de ofertas ou pedidos incomuns pode prevenir muitas situações de risco. A ativação de ferramentas de segurança, muitas vezes desconhecidas pelos pais, mas acessíveis, é um passo importante para criar um ambiente digital mais seguro.

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O Papel da Sociedade e do Poder Público na Proteção da Infância

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A responsabilidade pela proteção de crianças e adolescentes, conforme preconiza o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), é compartilhada entre família, comunidade, sociedade e poder público. Maurício Cunha destaca que a falta de supervisão parental no uso da internet é um dos fatores que contribuem para a alta incidência de violência online entre os jovens.

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A pesquisa realizada pelo ChildFund revelou que, apesar de buscarem autonomia, muitos adolescentes sentem falta de maior proteção por parte de seus responsáveis. Essa dualidade reforça a necessidade de um equilíbrio entre liberdade e segurança no ambiente digital. A denúncia de qualquer suspeita de violação de direitos é um ato de cidadania fundamental.

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O poder público tem um papel crucial na implementação de políticas e na fiscalização. O ECA Digital, sancionado recentemente e com implementação prevista para março, é um avanço importante que visa reduzir a violência contra a criança no ambiente virtual. O Disque 100, por sua vez, continua sendo uma ferramenta essencial, permitindo denúncias gratuitas e anônimas 24 horas por dia, sem a necessidade de comprovação prévia.

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Denúncia: Um Ato de Cidadania Essencial para a Proteção Infantil

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Cunha enfatiza a importância de denunciar qualquer suspeita de crime contra crianças e adolescentes ao Disque 100. A plataforma, que funciona 24 horas por dia, permite que qualquer cidadão relate violações sem custo e sem a necessidade de apresentar provas imediatas. A denúncia é encaminhada ao município responsável pela apuração e intervenção.

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A hesitação em denunciar, muitas vezes por receio ou desconhecimento, pode deixar crianças em situação de extremo risco. O pesquisador reforça que, na dúvida, é sempre melhor denunciar. A vigilância e a reação firme da sociedade são fundamentais para inibir a ação de criminosos e garantir a segurança dos mais vulneráveis.

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A sociedade precisa estar atenta e vigilante, não apenas em relação aos riscos online, mas também aos perigos do mundo offline. O combate ao trabalho infantil, por exemplo, é uma pauta constante. A legislação brasileira proíbe o trabalho até os 14 anos, permitindo apenas a condição de aprendiz entre 14 e 16 anos. Crianças devem ter o direito de brincar, estudar e ser protegidas, e a exploração infantil, por ser uma mão de obra mais barata, é uma realidade intolerável que exige combate contínuo.

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Desmistificando o Perfil do Criminoso: Violência Sexual e a Proximidade Familiar

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Um ponto crucial levantado por Maurício Cunha é a desmistificação do perfil do agressor sexual de crianças. Ao contrário do imaginário popular, que frequentemente associa o criminoso a uma figura externa e desconhecida, a vasta maioria dos casos de violação sexual contra crianças é cometida por pessoas próximas ao círculo familiar ou de convivência da vítima.

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Dados apontam que mais de 85% das violações são perpetradas por alguém de confiança da família ou da criança. Essa realidade torna a vigilância ainda mais complexa, pois a proteção muitas vezes precisa vir de dentro do próprio ambiente doméstico. Em muitos casos, as próprias famílias acabam por “vender” imagens de seus filhos, contribuindo para a exploração.

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As pesquisas indicam que cerca de 90% dos casos de violência sexual infantil ocorrem em ambientes domiciliares, com envolvimento de familiares ou pessoas do convívio íntimo da criança. Essa constatação reforça a necessidade de um olhar atento e de políticas públicas que abordem não apenas a prevenção em espaços públicos, mas também a segurança e a proteção dentro de casa, promovendo a conscientização e o apoio às famílias.

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O Papel da Família na Era Digital: Equilíbrio entre Liberdade e Proteção

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A pesquisa do ChildFund sobre o uso da internet por adolescentes revelou um dado preocupante: apenas cerca de 35% dos jovens brasileiros contam com algum tipo de supervisão parental em relação ao uso da rede. Embora os adolescentes busquem independência e liberdade online, eles mesmos admitem que sentem falta de maior proteção por parte de seus responsáveis.

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Essa dicotomia ressalta a importância de um diálogo constante e de uma abordagem equilibrada. Os pais precisam estar cientes do tempo que seus filhos passam online e dos conteúdos que consomem, sem, no entanto, cercear completamente sua autonomia. A educação digital, focada nos riscos e nas formas de se proteger, deve ser uma prioridade.

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As ferramentas de segurança digital e as configurações de privacidade disponíveis em aplicativos e dispositivos são aliadas poderosas nesse processo. O desconhecimento sobre essas ferramentas por parte de muitos pais e responsáveis é um obstáculo que precisa ser superado. Iniciativas de conscientização e capacitação para as famílias são essenciais para empoderá-las na proteção de seus filhos no ambiente digital.

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A Importância do Diálogo e da Ação Coletiva na Prevenção

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Maurício Cunha reitera que a prevenção da violência contra crianças e adolescentes no Carnaval e em outros períodos do ano passa, fundamentalmente, pelo diálogo aberto e contínuo. Orientar crianças e adolescentes sobre os perigos de interagir com desconhecidos online, de compartilhar informações pessoais ou de enviar fotos e vídeos sem autorização é um passo inicial indispensável.

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A ativação de ferramentas de segurança, como mencionadas anteriormente, complementa essa orientação. O pesquisador também ressalta a importância de a sociedade civil e o poder público trabalharem em conjunto para criar um ambiente mais seguro para os jovens. A audiência pública no Senado Federal, que discutirá os riscos e violações de direitos enfrentados por crianças e adolescentes no contexto do Carnaval, é um exemplo dessa colaboração necessária.

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A conscientização sobre a gravidade da erotização precoce, do trabalho infantil e da exploração sexual, tanto offline quanto online, é um dever de todos. A vigilância constante e a ação coletiva são as maiores armas para garantir que o período de Carnaval seja, de fato, um momento de celebração segura e alegre para todas as crianças e adolescentes.


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