Polícia Federal Retoma Oitivas e Expectativa de Silêncio Marca Novas Etapas da Investigação
A investigação do Caso Master, que envolve diretores e outros suspeitos, ganha um novo capítulo. Por determinação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal (PF) irá retomar a coleta de depoimentos dos envolvidos neste complexo processo.
As novas oitivas estão agendadas para o final da próxima semana, com início previsto para o dia 23 e se estendendo até o dia 27. Contudo, uma forte tendência já se desenha nos bastidores, indicando que a maioria dos investigados deve optar pelo direito ao silêncio.
Essa estratégia, conforme revelado por defensores de alguns dos principais citados no Caso Master, baseia-se em uma justificativa técnica importante, conforme informações obtidas pela coluna.
O Retorno das Oitivas no Caso Master
A decisão do ministro Dias Toffoli impulsiona a Polícia Federal a dar continuidade aos trabalhos de apuração no Caso Master. Suspeitos, incluindo membros da diretoria do banco envolvido, serão novamente chamados a prestar esclarecimentos.
O período de 23 a 27 de um futuro próximo será marcado por uma série de encontros entre os investigadores e os citados. A expectativa é alta, mas o clima de cautela predomina entre os advogados.
A Estratégia do Silêncio Diante da Falta de Acesso a Provas
A principal razão que leva os defensores a aconselhar o silêncio é a alegada falta de acesso a elementos já produzidos e anexados aos autos do processo. Segundo os advogados, o ministro Toffoli não teria liberado esses documentos à defesa.
Entre os materiais não liberados estão, por exemplo, três depoimentos que foram colhidos após o Caso Master chegar à alçada do Supremo Tribunal Federal. Essa ausência de acesso é vista como um obstáculo para uma defesa plena e informada.
O Impacto da Decisão de Toffoli na Condução da Defesa
A justificativa técnica de não ter acesso a provas é crucial para a tática da defesa. Ao optar pelo silêncio, os investigados se resguardam de prestar declarações sem conhecer a totalidade das informações que compõem o processo, especialmente aquelas mais recentes.
Essa postura pode prolongar a fase de investigação, mas é um direito garantido pela Constituição. A decisão do ministro Dias Toffoli de não liberar os elementos aos advogados é um ponto central que molda a conduta esperada para as próximas oitivas no Caso Master.