A China tem sido palco de uma escalada na repressão religiosa, com o regime comunista intensificando suas ações contra comunidades cristãs. Recentemente, a cidade de Wenzhou, conhecida por sua vibrante população cristã, tornou-se o epicentro de uma operação alarmante.
Centenas de policiais armados e maquinário pesado foram mobilizados para cercar a Igreja Cristã de Yayang, ou Assembleia de Yayang, causando grande preocupação entre fiéis e observadores internacionais. A ação, que ocorreu na última segunda-feira, levanta sérios temores sobre o futuro do templo.
Moradores foram retirados à força, e qualquer registro visual foi proibido, sinalizando a gravidade da situação. Esta movimentação ocorre em um cenário de crescente perseguição religiosa a igrejas protestantes independentes, conforme informações divulgadas pela organização ChinaAid.
Ação em Wenzhou: Cerco à Igreja de Yayang e Temor de Demolição
Na última segunda-feira (5), a operação em Wenzhou mobilizou centenas de policiais armados e equipamentos de engenharia pesada para isolar completamente a área ao redor da Igreja Cristã de Yayang, também conhecida como Assembleia de Yayang. A organização ChinaAid revelou os detalhes dessa ação drástica.
Cristãos que residem nas proximidades do templo foram retirados de suas casas à força, enquanto qualquer tentativa de fotografar ou gravar vídeos da operação foi rigorosamente proibida pelas autoridades. Guindastes, tratores e outros maquinários pesados foram estrategicamente posicionados no entorno do edifício religioso.
Embora o regime comunista de Pequim não tenha feito um anúncio oficial sobre o objetivo da operação, há uma forte apreensão de que a ação resulte na remoção da cruz do templo ou, em um cenário ainda mais grave, na demolição parcial ou total da igreja. Fiéis da Igreja de Yayang enfrentam uma constante intimidação, segundo a ChinaAid.
A gravidade da situação foi confirmada pela BBC, que relatou a existência de vídeos obtidos pela ChinaAid, mostrando parte da estrutura da Igreja de Yayang já sendo derrubada. Este é um sinal preocupante da intensificação da repressão religiosa na China.
Perseguição Abrangente: Prisões de Líderes Protestantes em Chengdu
A repressão religiosa em Wenzhou não é um evento isolado. Em outras regiões da China, líderes cristãos protestantes também estão sendo alvo de operações similares. A BBC noticiou que ao menos nove líderes da Igreja protestante Early Rain Covenant foram detidos nos últimos dias.
Essas prisões ocorreram após batidas policiais em residências e no escritório da igreja na cidade de Chengdu, localizada no centro da China. Embora cinco dos detidos já tenham sido libertados, outros permanecem sob custódia, evidenciando a abrangência da perseguição religiosa.
A Política de “Sinicização da Religião” e Violações de Direitos Humanos
A organização Human Rights Watch (HRW) afirmou que as ações recentes fazem parte de uma intensificação da repressão do regime comunista contra igrejas protestantes consideradas “clandestinas” na China. A situação da Igreja de Yayang é um exemplo claro desse padrão.
De acordo com a entidade, cerca de 100 membros da Igreja de Yayang foram presos desde dezembro passado e este mês, com pelo menos duas dezenas ainda detidas. Esses números sublinham a gravidade da situação e o impacto direto na comunidade de fiéis.
A HRW explica que esse endurecimento está diretamente alinhado à política de “sinicização da religião”, promovida pelo ditador Xi Jinping. Essa diretriz exige que todas as práticas religiosas estejam subordinadas à ideologia do Partido Comunista Chinês, limitando severamente a liberdade de culto.
Organizações internacionais alertam que a eventual destruição da igreja de Yayang, bem como outras ações repressivas, violaria flagrantemente os padrões internacionais de direitos humanos, incluindo o direito fundamental à liberdade religiosa. A comunidade global observa com preocupação os desdobramentos na China.