Um ciclone extratropical posicionado na costa do Uruguai acende um novo alerta para o Sul do Brasil. A previsão indica a chegada de novos temporais e ventanias intensas neste domingo (11), impactando diretamente a rotina de milhões de pessoas na região.
Este fenômeno meteorológico é o principal responsável por espalhar instabilidades atmosféricas, intensificando as condições para chuvas fortes e ventos poderosos que podem atingir cerca de 50 km/h, com rajadas ainda mais intensas.
O alerta abrange os três estados do Sul, além do interior de São Paulo e Mato Grosso do Sul, que também estão sob influência. Conforme informações divulgadas pela CNN Brasil, o Rio Grande do Sul já enfrenta os transtornos causados pela passagem deste sistema.
Impactos e Alertas nas Regiões Afetadas
Os temporais provocados pelo ciclone extratropical já deixaram um rastro de problemas, especialmente no Rio Grande do Sul. A Defesa Civil do estado confirmou que 13 cidades registraram estragos significativos devido às chuvas e ventos.
Os transtornos incluem alagamentos, queda de árvores e destelhamento de casas, evidenciando a força do fenômeno. Em Londrina, no Paraná, uma rajada de vento ainda mais forte foi registrada, alcançando a marca de 70 km/h.
A população das áreas sob alerta deve ficar atenta às recomendações da Defesa Civil e evitar deslocamentos desnecessários durante os picos de intensidade do ciclone. A segurança é primordial diante da previsão de condições climáticas adversas.
Entenda o Que É um Ciclone Extratropical
Para compreender a dimensão do que está por vir, é fundamental entender o que são os ciclones extratropicais. Estes são sistemas meteorológicos bastante comuns na costa das regiões Sul e Sudeste do Brasil, atuando como potentes geradores de clima extremo.
O fenômeno se forma entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul, caracterizando-se por uma área de baixa pressão atmosférica organizada em vários níveis. Essa organização é o que permite a formação de muitas nuvens de chuva e ventos fortes.
Segundo o Climatempo, os ciclones extratropicais podem surgir em qualquer época do ano, embora sejam mais frequentes durante os meses de outono e inverno. Muitos deles estão associados à passagem de frentes frias, mas também podem se desenvolver de forma independente.