Um ato pelo 8 de janeiro, realizado por grupos de esquerda para marcar os eventos ocorridos em Brasília em 2023, terminou em confusão e agressões físicas na Universidade de São Paulo (USP).
O evento, que acontecia no Salão Nobre da Faculdade de Direito, ganhou contornos de confronto quando figuras da direita, como o ex-deputado estadual Douglas Garcia e o vereador Rubinho Nunes, chegaram ao local.
O embate entre os grupos de direita e esquerda escalou rapidamente, resultando em trocas de socos e empurrões, conforme informações divulgadas pelas partes envolvidas e reportagens.
A Chegada da Direita e o Início do Tumulto
A manifestação, convocada pelo Grupo Prerrogativas, pelo Centro Acadêmico XI de Agosto e pelo PT-SP, com adesão de outras 40 entidades, tinha como pauta a defesa da democracia e a crítica a propostas como o PL da Dosimetria, já vetado pelo presidente Lula.
No entanto, a chegada de Rubinho Nunes, do União Brasil, e Douglas Garcia, também do União Brasil, alterou o clima do evento. Ambos afirmaram ter ido ao local para questionar a realização de um ato político em uma universidade pública.
Douglas Garcia, ao subir às galerias superiores do auditório para gravar vídeos, foi alvo de gritos de “fascista”. Militantes de esquerda o expulsaram do local com empurrões, culminando no rasgo de sua camisa enquanto descia as escadarias.
Escalada da Violência e as Trocas de Socos
O confronto físico se intensificou quando Garcia e os manifestantes chegaram ao térreo, onde Rubinho Nunes estava. Nesse momento, Douglas Garcia trocou socos com um dos participantes do ato.
Fora da universidade, Garcia relatou o ocorrido: “Chegaram a rasgar a minha camisa, me deram um murro. Eu dei um murro porque, obviamente, ninguém é de ferro. Estava de boa, o cara veio me bater e eu devolvi.”
Ele acrescentou, justificando sua reação: “Todos vieram até a USP para se colocar contra a liberdade de pessoas inocentes, que foram injustamente presas em nosso Brasil. Vieram para cima e tomaram o que estavam procurando. A gente não é a favor da agressividade, nem da violência, mas, se bateu, vai levar.”
Versões Conflitantes e Reações nas Redes Sociais
O vereador Rubinho Nunes também registrou a confusão, publicando um vídeo nas redes sociais onde aparece sendo empurrado e ouvindo gritos de “recua, fascista” dentro e fora do Salão Nobre da USP.
Em apoio a Douglas Garcia, o deputado federal Junio Amaral (PL-MG) divulgou um vídeo das agressões na plataforma X. Ele expressou “toda minha solidariedade ao Douglas Garcia, que foi covardemente agredido por criminosos de esquerda na USP, e meus parabéns pelo exercício brilhante de sua legítima defesa.”
Por outro lado, o Centro Acadêmico XI de Agosto, em nota, acusou Rubinho Nunes e Douglas Garcia de terem iniciado a confusão. A entidade afirmou que o tumulto visava “criar o caos para constranger a luta popular e gerar engajamento através da mentira”.
O Centro Acadêmico ainda descreveu a ação como o “conhecido modus operandi do bolsonarismo e de seus grupos satélites: infiltrar-se em manifestações da esquerda e dos movimentos sociais com o único intuito de tumultuar, incitar conflitos e fabricar narrativas vitimistas para as redes sociais.” Este incidente no ato pelo 8 de janeiro na USP ressalta a crescente polarização política no país.