O cenário do audiovisual brasileiro está em plena efervescência, com um crescimento notável nas coproduções internacionais. Este fenômeno tem aberto portas para o talento nacional em diversas partes do mundo, trazendo reconhecimento e novas oportunidades para a indústria.
A expansão é um reflexo do aumento da qualidade e do interesse global pelas histórias contadas por aqui, impulsionando a participação do Brasil em grandes projetos. Filmes e séries produzidos em parceria com outros países estão cada vez mais comuns e bem-sucedidos.
Este avanço é evidenciado por dados recentes, conforme informações divulgadas pela Agência Nacional do Cinema, Ancine, que apontam para um futuro promissor no setor.
Explosão nos Pedidos de Registro e a Visão da Ancine
Os pedidos de registros para coproduções internacionais do Brasil com outros países tiveram um salto impressionante de 150% entre os anos de 2023 e 2025. A Ancine registrou 56 pedidos em 2023, subindo para 119 em 2024 e alcançando 140 em 2025, números que demonstram uma trajetória de crescimento acelerado.
Para a Agência, este avanço “evidencia uma ampliação significativa da produção brasileira independente no cenário das coproduções internacionais e, consequentemente, no mercado global”. Essa expansão é fundamental para a projeção do cinema e da televisão brasileiros.
O processo de “pedido” refere-se ao RCPI, Reconhecimento Provisório de Coprodução Internacional. Por meio dele, produtoras brasileiras informam sobre a negociação de uma coprodução internacional, buscando captar recursos públicos e privados no Brasil para viabilizar seus projetos.
Entre 2023 e 2025, a Ancine aponta que 124 obras brasileiras independentes foram concluídas sob o regime de coprodução, um indicativo da efetividade dessas parcerias.
Parceiros Estratégicos e Obras de Destaque
Na série histórica, com dados compilados desde 2002, alguns países se destacam como os principais parceiros internacionais do audiovisual brasileiro. Portugal lidera com 109 obras realizadas, seguido de perto pela França, com 98 coproduções, e pela Argentina, com 95 projetos.
Essas parcerias são cruciais para a troca de experiências, o acesso a novos mercados e a obtenção de financiamento, fortalecendo a capacidade produtiva do Brasil no cenário global das coproduções internacionais.
Sucesso de Bilheteria e Reconhecimento Internacional
O impacto das coproduções internacionais pode ser visto em filmes de grande repercussão. Um exemplo é “O Agente Secreto”, estrelado por Wagner Moura, que conquistou dois prêmios no Globo de Ouro.
Este longa-metragem é resultado de uma parceria com a França, Alemanha e Holanda, mostrando a força da colaboração entre diferentes culturas. Outro destaque é o filme “Ainda Estou Aqui”, com atuação de Fernanda Torres, que também contou com a participação de produtores franceses.
Esses projetos não apenas elevam o nível técnico e artístico das produções brasileiras, mas também garantem maior visibilidade e reconhecimento em festivais e premiações ao redor do mundo, solidificando a imagem do Brasil como um polo criativo e produtivo no audiovisual.