A morte da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, no condomínio Golden Thermas Residence, em Goiânia, revelou uma complexa teia de conflitos judiciais que se arrastava há tempos entre a vítima e o síndico Cléber Rosa de Oliveira, que confessou o crime. A tragédia é o desfecho de uma série de desavenças que foram parar na Justiça, evidenciando a escalada de uma relação já conturbada.

Pelo menos 12 processos judiciais foram registrados na Justiça de Goiás, envolvendo Daiane e sua família contra Cléber. Essas disputas legais, que se estenderam ao longo de 2025, abrangiam acusações mútuas que variavam desde crimes contra a honra até lesão corporal leve e perseguição, pintando um quadro de animosidade profunda e persistente.

A corretora buscava na Justiça o restabelecimento de serviços essenciais, como energia elétrica e água, que teriam sido cortados pela administração do condomínio. Esses incidentes, juntamente com outras restrições impostas, alimentaram a tensão que, conforme informações divulgadas pelo UOL, culminou no trágico evento.

Uma Trama de Conflitos: Os Doze Processos Judiciais em Andamento

A dimensão do desentendimento entre Daiane Alves Souza e Cléber Rosa de Oliveira é impressionante, refletida nos 12 processos judiciais que tramitavam na Justiça de Goiás. Este volume significativo de ações não apenas demonstra a intensidade do conflito, mas também a incapacidade das partes de encontrar uma resolução fora do âmbito legal.

As disputas jurídicas eram recíprocas: havia processos movidos pela corretora contra o síndico, e vice-versa. Essa troca de acusações e defesas em diversas frentes legais é um indicativo claro de que o relacionamento entre eles estava irremediavelmente comprometido, transformando o condomínio em um palco de batalha judicial constante.

Entre as denúncias apresentadas, destacam-se acusações de crime contra a honra, que geralmente envolvem calúnia, difamação ou injúria, minando a reputação de uma pessoa. Havia também processos por lesão corporal leve, sugerindo que o conflito já havia transbordado para o plano físico em algum momento. A acusação de perseguição, por sua vez, aponta para um padrão de conduta insistente e intimidadora, que pode ter contribuído para o clima de insegurança.

A natureza dessas ações judiciais revela que as desavenças iam muito além de meras questões administrativas de condomínio. Elas tocavam em aspectos pessoais e de segurança, transformando a convivência em um ambiente de constante alerta e hostilidade. A prolongada duração desses processos, que se arrastaram ao longo de 2025, demonstra a dificuldade em se chegar a um denominador comum e a exaustão emocional e financeira que tais batalhas podem gerar.

Para os envolvidos, o dia a dia no condomínio provavelmente se tornou insustentável, com cada encontro ou decisão administrativa potencialmente se convertendo em um novo capítulo de uma saga jurídica. A existência de tantos processos, abordando diferentes tipos de delitos e infrações, sublinha a profundidade da inimizade e a falta de mecanismos eficazes de mediação que pudessem ter evitado a escalada para o desfecho trágico.

A Disputa por Serviços Essenciais: Energia e Água como Motivo de Conflito

Um dos pontos centrais e mais sensíveis da contenda entre Daiane Alves Souza e a administração do condomínio, representada pelo síndico Cléber Rosa de Oliveira, era o abastecimento de serviços essenciais. A corretora buscava insistentemente na Justiça o religamento da energia elétrica de seu apartamento, um direito básico de qualquer morador.

O primeiro episódio de corte no abastecimento elétrico denunciado por Daiane ocorreu em junho de 2025. A interrupção de um serviço tão fundamental como a energia não é apenas um incômodo, mas uma grave violação do direito à moradia digna e ao bem-estar, impactando diretamente a qualidade de vida e a segurança de um lar.

Contudo, a questão da energia não era um fato isolado. Antes mesmo da denúncia sobre o corte de energia, Daiane já havia reportado outras restrições impostas pela administração do condomínio. Entre elas, estavam os cortes no abastecimento de água, outro serviço vital que, quando interrompido, causa transtornos imensuráveis e pode gerar sérios problemas de saúde e higiene.

A imposição de

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