Países europeus, em um movimento diplomático coordenado, intensificaram a pressão sobre o Irã nesta terça-feira, 13 de dezembro, ao convocar seus embaixadores. O objetivo é cobrar explicações urgentes sobre a repressão violenta imposta pelo regime islâmico contra os protestos em curso no país.

As mobilizações iranianas têm sido marcadas por uma série de violações graves, incluindo assassinatos, detenções arbitrárias e restrições severas ao acesso à internet. Essas denúncias vêm de opositores e de renomadas organizações de direitos humanos.

Essa ação conjunta sublinha a crescente preocupação internacional com a situação no Irã, onde a violência estatal tem gerado condenação generalizada, conforme informações obtidas.

Condenação Unânime da Violência Estatal

A França foi uma das primeiras a agir, convocando o embaixador iraniano para expressar a condenação do governo de Emmanuel Macron à “violência de Estado” contra manifestantes pacíficos. O chanceler francês, Jean-Noël Barrot, não hesitou em classificar a repressão em curso no Irã como “intolerável, insuportável e desumana”.

Na Alemanha, a resposta foi igualmente contundente. O Ministério das Relações Exteriores anunciou a convocação do embaixador iraniano em Berlim e, em nota divulgada na rede X, descreveu a repressão do regime contra a própria população como “brutal” e “chocante”.

O Reino Unido também se juntou ao coro de críticas, convocando o embaixador iraniano em seu território. O país exigiu que Teerã responda pelas denúncias de mortes e abusos ocorridos durante as manifestações, reforçando a seriedade da crise.

Ações Específicas dos Países Europeus

A Espanha, por meio de seu ministro das Relações Exteriores, José Manuel Albares, convocou o embaixador iraniano para exigir respeito ao direito de manifestação pacífica e à liberdade de expressão, pilares fundamentais de qualquer democracia.

A Dinamarca, por sua vez, chamou o encarregado de negócios do Irã, visto que o embaixador não se encontrava no país. O objetivo foi expressar a condenação ao uso da violência contra os manifestantes e instou o Irã a cumprir suas obrigações internacionais, que incluem os direitos de reunião e associação.

Outros governos europeus, como a Itália, também aderiram às convocações diplomáticas, demonstrando uma frente unida contra as ações do regime iraniano. A União Europeia já havia condenado o uso “desproporcional e pesado” da força pelas autoridades iranianas e manifestou solidariedade aos que estão nas ruas protestando.

Apelo por Respeito aos Direitos Humanos

Essas convocações representam um claro sinal de que a comunidade internacional não tolerará a escalada da violência. Os países europeus buscam não apenas explicações, mas também um compromisso do Irã com o respeito aos direitos humanos e às liberdades civis de seus cidadãos, especialmente diante dos protestos que continuam a desafiar o governo.

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