O Irã tem sido palco de intensos protestos antigovernamentais nos primeiros dias de 2026, com manifestantes tomando as ruas em diversas províncias. A insatisfação popular é motivada principalmente pelo custo de vida elevado e por sérios problemas econômicos que afetam o país.
A situação se agravou rapidamente, resultando em um cenário de violência e repressão. Organizações de direitos humanos já registram um número alarmante de vítimas, enquanto as autoridades iranianas respondem com severas advertências.
Neste contexto de crescente tensão interna, os Estados Unidos, através de um de seus principais representantes, decidiram se posicionar publicamente em apoio aos manifestantes, conforme informações divulgadas pelo Secretário de Estado, Marco Rubio.
Apoio Americano e a Reação Iraniana
Na madrugada deste sábado, o Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, utilizou suas redes sociais para se manifestar sobre os eventos no Irã. Em sua conta no X, Rubio declarou que os EUA “apoiam o corajoso povo do Irã”, demonstrando solidariedade aos manifestantes.
Essa declaração ocorre em um momento crítico, onde os protestos têm sido marcados por confrontos. Segundo a ONG de direitos humanos IHRNGO (Iran Human Rights), sediada na Noruega, a repressão aos manifestantes já resultou em 45 mortos, um número que ressalta a gravidade da situação.
Em resposta aos atos, autoridades iranianas condenaram veementemente os protestos e alertaram a população que “haveria consequências”. O promotor de Teerã, Ali Salehi, chegou a afirmar na sexta-feira que alguns manifestantes poderiam enfrentar a pena de morte por suas ações, de acordo com a agência de notícias semi-oficial Tasnim.
Escalada da Tensão: Ameaças e Respostas de Líderes
A tensão diplomática aumentou com as reações dos líderes de ambos os países. O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, pediu ao então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que “se concentrasse nos problemas de seu próprio país”, em uma clara repreensão à interferência americana.
Donald Trump não tardou a responder, elevando o tom da retórica. Em uma declaração incisiva, o líder americano afirmou: “E, mais uma vez, digo aos líderes iranianos: é melhor vocês não começarem a atirar, porque nós também começaremos”, sublinhando a gravidade da posição dos EUA.
Essas trocas de farpas entre as lideranças evidenciam a complexidade e a delicadeza do cenário internacional, onde os protestos no Irã se tornam um ponto focal de disputas geopolíticas e ideológicas.
Onda de Protestos Continua
Apesar das condenações, das ameaças de pena de morte e da repressão, os protestos no Irã não dão sinais de que irão cessar. A mobilização popular continua forte, impulsionada pela insatisfação com a economia e as condições de vida.
Um dos principais nomes que encorajam a continuidade dos atos é o príncipe herdeiro exilado do Irã, Reza Pahlavi, que reside nos Estados Unidos. Ele convocou uma nova greve para este fim de semana, buscando manter a pressão sobre o governo iraniano.
A comunidade internacional, incluindo os EUA e Marco Rubio, observa atentamente os desdobramentos, enquanto o povo iraniano segue desafiando as autoridades em busca de mudanças significativas em seu país.