O Supremo Tribunal Federal (STF) enfrenta um momento de intensa turbulência e questionamentos sobre sua própria conduta. Recentemente, um alerta proferido pelo ministro Edson Fachin, então presidente da corte, sobre a necessidade de autolimitação do Poder Judiciário brasileiro, foi recebido com ironia e deboche nos bastidores do próprio tribunal, expondo uma profunda crise interna e um aparente desprezo pela autocrítica.
A declaração de Fachin, que afirmou categoricamente que “ou nos autolimitamos, ou haverá limitação de um poder externo”, representou um raro momento de lucidez institucional. Contudo, em vez de gerar reflexão, a iniciativa do ministro teria sido motivo de chacota entre colegas, que passaram a se referir a ele como “Frachin”, um neologismo que une seu sobrenome à palavra “fraco”, evidenciando uma cultura de resistência a reconhecer falhas.
Este episódio, que transformou um sério aviso sobre os rumos da mais alta corte do país em piada interna, escancara um cenário de vaidade e desconsideração pela necessidade de revisão de condutas. A atitude, originada dentro do próprio Supremo, sugere que a instituição, que deveria ser um baluarte da Justiça, estaria zombando de si mesma e de qualquer tentativa de resgatar sua credibilidade, conforme informações divulgadas por Fabio Oliveira, especialista em gestão pública e deputado estadual.