A captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos, no último sábado, desencadeou um novo cenário regional que reacende a esperança de mudança em Cuba.
José Daniel Ferrer, opositor do regime comunista cubano e exilado em território americano, afirmou que a população de Cuba, cansada e oprimida, anseia por uma transformação.
Ele declara que a ilha clama por salvação, acompanhando com grande expectativa qualquer ação que possa enfraquecer os regimes autoritários aliados de Havana, conforme entrevista concedida ao portal argentino Infobae.
A ‘Aliança Criminosa’ e o Sustento do Regime Cubano
Segundo Ferrer, a ditadura cubana se mantém através da violência, do terror e da cumplicidade internacional, traindo a promessa de democracia feita no início da revolução comunista liderada por Fidel Castro.
Mesmo após o colapso da União Soviética, o regime cubano conseguiu sobreviver graças ao apoio político e financeiro vindo da Venezuela. A ascensão do chavismo sob a ditadura de Hugo Chávez, conforme relatado por Ferrer ao Infobae, forneceu novo fôlego a Havana.
Em troca, Cuba exportou ao regime venezuelano seus métodos de controle social, vigilância e repressão. Ferrer classificou essa relação entre Cuba e Venezuela como uma verdadeira ‘aliança criminosa’.
A morte dos 32 agentes cubanos durante a operação que resultou na captura de Maduro confirmou o alto grau de envolvimento de Havana na estrutura de poder chavista, evidenciando a profundidade dessa parceria.
A Reação Repressiva em Cuba
Após a captura de Maduro, ativistas e opositores em Cuba relataram um aumento significativo da vigilância policial, restrições arbitrárias de circulação e uma maior presença militar em diversas regiões do país.
De acordo com a organização Cubalex, houve registros de cercos policiais em residências, proibições de saída sem ordem judicial e a militarização de espaços públicos, especialmente na capital, Havana.
Ao jornal Diario de Cuba, a Cubalex afirmou que essas ações seguem um padrão de repressão preventiva, destinado a impedir manifestações populares em um momento de fragilidade do principal aliado externo do regime cubano, a Venezuela.
O Clamor Popular e a Pressão Americana
A maioria dos cubanos enfrenta uma grave escassez de alimentos, apagões frequentes e a falta de medicamentos essenciais. Essa realidade, segundo Ferrer, explica por que muitos cubanos veem com esperança qualquer ação que ponha fim aos que os oprimem.
Neste final de semana, declarações de autoridades americanas reforçaram a pressão sobre Havana. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou no sábado, durante coletiva sobre a captura de Maduro, que, se estivesse em Havana, ‘ficaria atento’ diante do novo contexto regional.
Por sua vez, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o regime comunista cubano ‘vai cair sozinho’, sem a necessidade de intervenção militar direta, já que é diretamente dependente da Venezuela para sua sobrevivência.