Anne Casaes, conhecida como a ‘Dama do Crime’, uma figura de alta relevância para o Comando Vermelho, foi finalmente capturada no Rio de Janeiro. Sua prisão encerra uma longa busca das forças de segurança.
A operação que resultou na detenção de Casaes aconteceu no final de dezembro, mas os detalhes só foram divulgados nesta terça-feira (13). Ela estava foragida da Justiça há meses e foi localizada em Armação dos Búzios, na Região dos Lagos.
A captura é um marco na luta contra o crime organizado, desarticulando um importante elo interestadual do Comando Vermelho, conforme informações divulgadas pela Itatiaia.
A Operação e a Captura em Búzios
A prisão da ‘Dama do Crime’ é resultado de uma articulação entre a Agência Central de Inteligência (AGCI) de Minas Gerais e a Polícia Militar do Rio de Janeiro.
A ação demonstra a eficácia da atuação integrada entre os órgãos de inteligência e segurança pública, que trabalharam em conjunto para localizar a foragida.
A abordagem e a captura foram realizadas pelo 25º Batalhão da PM-RJ, no município de Armação dos Búzios, na Região dos Lagos. A localização de Anne Casaes foi crucial para o sucesso da operação.
O Papel Estratégico da Dama do Crime
Segundo apurações da Itatiaia, Anne Casaes atuava como um elo operacional estratégico do Comando Vermelho. Sua função era crucial na articulação entre Minas Gerais, Mato Grosso e Rio de Janeiro.
A ‘Dama do Crime’ tinha participação ativa em articulações interestaduais da facção criminosa. Ela já era conhecida das forças policiais por desempenhar funções de alta relevância dentro da organização.
Histórico Criminal e Ascensão na Facção
Anne Casaes já havia sido presa anteriormente em Belo Horizonte, em uma ação contra fraude bancária e lavagem de dinheiro. Essa operação, batizada de Reversus, mirou esquemas complexos de crimes financeiros.
A ‘Dama do Crime’ também já havia sido detida por associação criminosa e lavagem de dinheiro, mostrando um histórico de envolvimento com atividades ilícitas.
Para a polícia, as ações de Anne Casaes dentro da facção se intensificaram após a morte de Júnior Gago, seu marido. Ele era apontado como ex-chefe do Comando Vermelho em Mato Grosso.