A Justiça anunciou nesta terça-feira (13) a prisão de Anne Casaes, conhecida como a “Dama do Crime”, uma figura de alta relevância para o Comando Vermelho (CV). Com 38 anos, ela estava foragida há meses e foi capturada no Rio de Janeiro, sendo apontada como um elo estratégico da facção criminosa em diversas regiões do Brasil.
A atuação de Anne Casaes no crime organizado teria ganhado força após a morte de seu marido, Junior Gago, que era apontado como líder do Comando Vermelho no Mato Grosso. Sua capacidade de articulação a tornou uma peça-chave nas operações interestaduais do CV.
Para entender melhor o perfil e o impacto da “Dama do Crime” no cenário do crime organizado nacional, aprofundamos nos detalhes de sua trajetória e prisões, conforme apuração da Itatiaia.
Quem é a “Dama do Crime” e Sua Ligação com o Comando Vermelho
Anne Casaes, a mulher de 38 anos que atende pela alcunha de “Dama do Crime”, é uma personagem central nas investigações sobre o Comando Vermelho. Sua importância para a facção é tamanha que ela se tornou um alvo prioritário para as forças de segurança em todo o país.
Seu envolvimento com o crime organizado teve um ponto de virada significativo. Ela foi casada com Junior Gago, suposto líder do CV no Mato Grosso. Após o falecimento do marido, a atuação de Anne dentro da estrutura criminosa teria se expandido consideravelmente, consolidando sua posição.
A polícia a considera uma criminosa de alta relevância, não apenas por suas conexões, mas pela sua habilidade em gerenciar e coordenar atividades ilícitas em diferentes estados, um diferencial que a destaca no universo do crime organizado.
O Papel Estratégico de Anne Casaes na Facção
A “Dama do Crime” é visada pelas forças de segurança devido à sua função estratégica e operacional no Comando Vermelho. Ela é apontada como a responsável por articular e conectar as atividades do CV entre Minas Gerais, Mato Grosso e Rio de Janeiro.
Essa capacidade de estabelecer um elo interestadual é crucial para a facção, permitindo a expansão e a coordenação de suas operações em uma escala maior. Sua participação nessas articulações a coloca em uma posição de grande poder e influência dentro da hierarquia do Comando Vermelho.
Sua expertise em ligar diferentes núcleos da organização a torna uma figura indispensável para a logística e a comunicação do grupo, justificando a intensidade da busca e a complexidade da operação para sua captura.
A Prisão no Rio de Janeiro e a Operação Integrada
A captura da “Dama do Crime” foi o resultado de uma meticulosa articulação entre órgãos de inteligência e segurança pública. A Agência Central de Inteligência (AGCI) de Minas Gerais e a Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro trabalharam em conjunto para efetivar a prisão.
A ação que culminou na detenção de Anne Casaes foi realizada pelo 25º Batalhão da PM-RJ. Embora a prisão tenha sido anunciada nesta terça-feira (13), a abordagem e a captura ocorreram no final de dezembro, demonstrando a discrição e o planejamento da operação.
Essa atuação integrada ressalta o esforço das autoridades em desmantelar as redes de atuação interestadual do Comando Vermelho, mirando figuras-chave como a “Dama do Crime” para enfraquecer a estrutura da organização.
Histórico Criminal: Fraudes Bancárias e Lavagem de Dinheiro
O histórico de Anne Casaes revela que esta não é a primeira vez que a “Dama do Crime” esteve sob custódia. Ela já havia sido presa em julho de 2025, em Belo Horizonte, Minas Gerais, durante uma operação denominada Reversus.
Essa operação tinha como foco principal o combate a fraudes bancárias e lavagem de dinheiro, crimes nos quais um grupo criminoso atuava de forma contínua entre os anos de 2023 e 2024. O esquema envolvia a aplicação de golpes através de anúncios falsos de venda de veículos e gado.
Os prejuízos causados por essa rede criminosa ultrapassaram a marca de R$ 800 mil, evidenciando a sofisticação e o impacto financeiro das atividades ilícitas associadas à “Dama do Crime” e ao grupo com o qual ela operava.