Defesa de Jair Bolsonaro pede nova prisão domiciliar humanitária após queda em cela da PF, alegando condições desumanas e riscos à saúde, diz Flávio Bolsonaro.

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou um novo pedido de prisão domiciliar humanitária. A medida foi anunciada nesta terça-feira e reflete a crescente preocupação com a saúde e o bem-estar do político, que permanece detido na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília.

A solicitação surge após um incidente no início de janeiro, quando Bolsonaro sofreu uma queda dentro de sua cela. Este episódio reacendeu o debate sobre as condições de sua custódia e a urgência de um acompanhamento médico mais adequado e contínuo.

As informações foram divulgadas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente. Ele detalhou as justificativas da defesa, que busca a transferência de Jair Bolsonaro para prisão domiciliar, conforme noticiado.

O Pedido de Prisão Domiciliar Humanitária

Segundo o senador Flávio Bolsonaro, o novo pedido de prisão domiciliar humanitária é uma resposta direta à queda sofrida por seu pai em 6 de janeiro. Ele argumenta que, além do perigo de novas quedas, o ex-presidente não tem acesso a atendimento médico imediato e está sujeito a condições consideradas desumanas no local.

Flávio Bolsonaro destacou o “barulho enlouquecedor” do ar-condicionado, que, segundo ele, Bolsonaro enfrenta por mais de 10 horas diárias. O senador enfatizou a necessidade de “presença humana contínua para reduzir riscos à sua saúde e estabilizar os soluços infindáveis”, que o ex-presidente estaria sentindo.

A Queda e o Estado de Saúde do Ex-Presidente

Após a queda em sua cela na PF, Jair Bolsonaro foi submetido a exames médicos. No dia 7 de janeiro, os resultados indicaram um traumatismo craniano leve, que, de acordo com os médicos, “não era preocupante”. Embora houvesse uma suspeita inicial de crises convulsivas, essa hipótese foi descartada pelos exames.

O relatório médico detalhou apenas uma lesão em partes moles nas regiões temporal e frontal direita do crânio, sem qualquer comprometimento interno. Contudo, a família e a defesa continuam a manifestar preocupação com a integridade física e mental do ex-presidente durante sua detenção atual.

Contexto Legal: Recurso Negado por Moraes

A apresentação do pedido de prisão domiciliar humanitária para Jair Bolsonaro ocorre no mesmo dia em que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um recurso da defesa do ex-presidente. Este recurso buscava reverter a condenação de Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão.

A condenação se refere à acusação de liderar uma tentativa de golpe de Estado em 2022. A decisão de Moraes adiciona um elemento complexo ao cenário jurídico de Bolsonaro, enquanto sua defesa explora todas as vias para alterar as condições de sua custódia, com foco principal em sua saúde e bem-estar.

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