O deslizamento de terra na Nova Zelândia, ocorrido na quinta-feira (22), deixou um rastro de destruição e seis pessoas desaparecidas, incluindo dois adolescentes, após atingir um movimentado acampamento na Ilha Norte do país.
As fortes chuvas que castigaram a região de Mount Maunganui, na costa leste da ilha, foram a causa do acidente, arrastando solo e entulho para o local na cidade de Tauranga, que estava repleto de famílias em férias de verão.
Equipes de resgate trabalham incansavelmente para localizar sobreviventes sob os escombros, em uma operação complexa e arriscada, conforme informações divulgadas pelas autoridades locais.
Dificuldades e Riscos nas Operações de Resgate
“Temos 25 pessoas trabalhando com empreiteiras, escavadeiras e cães farejadores, além de operações policiais, para garantir que cada centímetro de solo removido seja examinado”, disse David Guard, oficial do Corpo de Bombeiros e Serviços de Emergência, detalhando a magnitude do esforço.
A dimensão do desastre e os riscos contínuos no local podem atrasar significativamente os esforços de resgate, afirmou o Comissário de Polícia da Nova Zelândia, Richard Chambers, ao jornal New Zealand Herald.
“Podem ser necessários dias, e compreendemos que todos estejam ansiosos e à espera de seus entes queridos e de respostas, mas também temos de ser muito cautelosos”, alertou Chambers sobre a complexidade da situação enfrentada pelas equipes.
Busca por Desaparecidos e Falta de Sinais de Vida
O comandante da polícia, Tim Anderson, informou em coletiva de imprensa que o mais jovem dos desaparecidos tem 15 anos. As autoridades também buscam contatar outras três pessoas, embora não acreditem que estejam no acampamento.
“Não acreditamos que estejam aqui, mas ainda precisamos realizar essa investigação”, disse Anderson, enfatizando a abrangência da busca por todas as possíveis vítimas do deslizamento de terra na Nova Zelândia.
Desde que vozes foram inicialmente ouvidas pelos socorristas na quinta-feira (22), nenhum outro sinal de vida foi detectado nos escombros, aumentando a preocupação com o destino dos seis desaparecidos.
Imagens de vídeo do local mostraram veículos recreativos e pelo menos uma estrutura completamente destruída no acampamento, evidenciando a força devastadora do deslizamento de terra provocado pelas chuvas.
Visita do Primeiro-Ministro e Promessas de Apoio
O primeiro-ministro Christopher Luxon visitou o local nesta sexta-feira (23) e se reuniu com as famílias afetadas pela tragédia. “Eles estão sofrendo muito, e eu sei que a Nova Zelândia está de luto com eles”, declarou o chefe de governo.
Luxon prometeu verbas governamentais para as áreas atingidas assim que os danos forem contabilizados. Ele também afirmou que haverá uma investigação pública sobre as circunstâncias que antecederam o deslizamento de terra e a evacuação do acampamento.
Outras Vítimas e Alertas de Segurança
As fortes chuvas que atingiram quase toda a costa leste da Ilha Norte provocaram outro deslizamento de terra no subúrbio vizinho de Papamoa, resultando na morte de duas pessoas.
Uma das vítimas era cidadã chinesa, conforme confirmado pelo embaixador chinês Wang Xiaolong nesta sexta-feira, adicionando mais um elemento trágico aos eventos que assolam a região.
Estradas permaneceram fechadas em algumas das áreas mais atingidas, isolando várias cidades por terra e dificultando o acesso a recursos essenciais, como água e alimentos.
Autoridades de defesa civil do distrito de Tairawhiti alertaram nas redes sociais para que as pessoas não atravessassem áreas sujeitas a novos deslizamentos de terra ao tentar coletar suprimentos de emergência, pois isso poderia provocar novos movimentos de rochas e solo, colocando em risco a vida dos moradores.