Manoel Carlos, um dos maiores nomes da teledramaturgia brasileira, deixou um legado inconfundível com suas narrativas centradas em conflitos familiares e ambientadas no Rio de Janeiro. Com mais de 60 anos de carreira, o autor, que faleceu recentemente aos 92 anos, marcou gerações com suas obras.

Um dos elementos mais distintivos de seus folhetins era a presença das Helenas, personagens femininas de personalidades marcantes que sempre ocupavam o papel central nas histórias. Essas mulheres se tornaram sinônimo de força, paixão e complexidade, cativando o público ao longo das décadas.

Ao todo, nove Helenas foram apresentadas ao público por Maneco, a primeira em 1981 e a última em 2014. Conforme informações divulgadas pela fonte, a seguir, vamos relembrar cinco das mais icônicas Helenas de Manoel Carlos que deixaram sua marca na memória dos telespectadores.

A Primeira Helena e o Amor Materno Desafiador

A jornada das Helenas de Manoel Carlos começou em 1981, com Lilian Lemmertz em “Baila Comigo”. Sua personagem era uma mãe dividida entre dois filhos, Quinzinho e João Victor, ambos interpretados por Tony Ramos. Diante de sua origem humilde, ela foi obrigada a abandonar um deles, um dilema que a acompanhou por toda a trama.

Apesar da culpa por ter permitido que João Victor fosse levado por Quim, vivido por Raul Cortez, Helena mantinha grandes sonhos para o futuro de seus filhos. Sua história representou o início de uma tradição que se tornaria uma das marcas registradas do autor.

As Helenas de Regina Duarte: Sacrifício e Luta Pela Família

Em 1997, Regina Duarte imortalizou uma das Helenas mais lembradas em “Por Amor”. A atriz deu vida a uma mulher independente, movida pelas exigências de seu coração. A trama ficou famosa por um ato de amor e devoção que chocou o país: Helena engravida de Atílio, interpretado por Antôni Fagundes, ao mesmo tempo que sua filha, Eduarda, vivida por Gabriela Duarte, também espera um bebê.

Na maternidade, Eduarda perde o filho, e em um gesto de sacrifício, Helena troca os bebês, afirmando que seu próprio filho havia falecido para salvar a filha. Anos depois, em 2006, Regina Duarte assumiu o papel de Helena pela terceira vez em “Páginas da Vida”. Nesta novela, ela era uma médica obstetra em crise no casamento com Greg, interpretado por José Mayer, e que não se realizava como mãe.

No hospital, a Helena de “Páginas da Vida” se depara com um dilema emocionante ao conhecer Nanda, vivida por Fernanda Vasconcellos, que dá à luz uma criança com síndrome de Down, rejeitada pela avó. Completamente apegada ao bebê, Helena entra em uma batalha para adotar a criança, mostrando mais uma vez a força e o instinto maternal da personagem.

Renúncia pelo Amor e a Força da Primeira Helena Negra

O ano 2000 trouxe Vera Fischer como Helena em “Laços de Família”. Dona de uma clínica de estética de sucesso, ela era mãe de Fred, interpretado por Luigi Baricelli, e Camila, vivida por Carolina Dieckmann. Logo no primeiro capítulo, a empresária se envolve com o jovem médico Edu, interpretado por Reynaldo Gianecchini, mas renuncia a esse amor pela filha, que também se apaixona pelo rapaz.

A trama se aprofunda quando Camila é diagnosticada com leucemia. Helena, que já estava envolvida com Miguel, interpretado por Tony Ramos, novamente abre mão de um romance. Desta vez, ela decide engravidar de Pedro, vivido por José Mayer, o verdadeiro pai de Camila, para salvar a vida da herdeira, em um dos atos mais dramáticos das Helenas de Manoel Carlos.

Em 2009, Taís Araujo fez história ao interpretar a primeira e única Helena negra de Manoel Carlos em “Viver a Vida”. Sua personagem era uma top model de renome internacional, no auge da carreira e com uma maturidade precoce. Helena sempre priorizou sua profissão, mas ao conhecer o sedutor Marcos, interpretado por José Mayer, um empresário 20 anos mais velho e recém-divorciado de Teresa, vivida por Lilia Cabral, ela se encanta e decide abandonar a carreira para oficializar a união.

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