A Dinamarca emitiu um alerta contundente sobre a soberania da Groenlândia, afirmando haver “linhas vermelhas que não podem ser cruzadas”. A declaração, feita pelo ministro das Relações Exteriores dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen, refere-se à tentativa do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de anexar o território autônomo.
Apesar da firmeza, Rasmussen destacou que não pretende agravar a situação diplomática, já considerada tensa. Ele confia no apoio de aliados importantes, buscando estabilizar o cenário geopolítico.
O chanceler dinamarquês acredita que o Reino Unido e a União Europeia apoiarão a Dinamarca, citando uma “forte declaração” de suporte do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, conforme a fonte do conteúdo.
Dinamarca Reage a Proposta de Anexação da Groenlândia
Lars Løkke Rasmussen foi claro ao abordar as “linhas vermelhas sobre Groenlândia”, sinalizando que a soberania do território é inegociável. Questionado se sentia traição por parte dos EUA, o ministro escolheu a palavra “surpreso”, reiterando sua intenção de não escalar a tensão. A Dinamarca, assim, defende a autonomia da Groenlândia contra qualquer pressão externa.
Apoio Internacional e o Princípio da Autodeterminação
O apoio internacional à Dinamarca já se manifesta. Keir Starmer, primeiro-ministro britânico, considerou “completamente errado” impor tarifas a aliados. Ele reafirmou que qualquer decisão sobre o futuro da Groenlândia “pertence ao povo da Groenlândia”, endossando a postura dinamarquesa e o princípio da autodeterminação.
Rasmussen fez um apelo direto aos aliados da OTAN e da União Europeia. “É crucial que todos os nossos aliados na Otan e na União Europeia defendam esses princípios para mostrar ao presidente americano que ele tem um desejo, uma visão, uma reivindicação, mas que jamais conseguirá alcançá-la nos pressionando”, pontuou o chanceler, reforçando a importância da unidade para a defesa da soberania e das “linhas vermelhas sobre Groenlândia”.