Diretor do Banco Central alerta à PF que liquidação do Will Bank agravaria prejuízos do BRB, que já lida com perdas bilionárias ligadas a ativos do Banco Master.
Ailton Aquino, diretor de Fiscalização do Banco Central (BC), revelou à Polícia Federal (PF) em depoimento no dia 30 de dezembro que a liquidação do Will Bank, controlada pelo Banco Master, intensificaria os prejuízos financeiros para o Banco de Brasília (BRB). Segundo o diretor, a instituição, que teve sua liquidação confirmada em 21 de dezembro, possui muitos ativos interligados ao balanço do BRB, o que representaria um risco significativo.
As declarações de Aquino ressaltam a complexidade da situação financeira envolvendo as instituições e a interconexão de seus ativos, indicando um cenário de perdas que pode superar a marca dos bilhões de reais para o banco do Distrito Federal. O alerta veio em meio às investigações sobre as aquisições de carteiras de crédito por parte do BRB, que já se mostravam problemáticas.
A preocupação central do Banco Central, conforme o depoimento, era mitigar o impacto sobre os clientes de classes C e D do Will Bank, que poderiam simplesmente deixar de honrar seus compromissos, gerando um efeito cascata. As informações, obtidas pela Polícia Federal, lançam luz sobre as decisões tomadas pelo BC e os desafios enfrentados pelo BRB.
A Gravidade do Alerta: Liquidação do Will Bank e o Aumento dos Prejuízos para o BRB
O alerta emitido por Ailton Aquino, figura-chave na fiscalização do sistema financeiro brasileiro, não é apenas um dado técnico, mas uma revelação que sublinha a fragilidade de operações financeiras complexas e a interdependência entre as instituições. A afirmação de que a liquidação do Will Bank, ocorrida em 21 de dezembro, resultaria em prejuízos ainda maiores para o BRB destaca a profundidade dos laços financeiros entre os dois bancos.
A frase de Aquino,