A modernização de sistemas legados deixou de ser uma opção e se tornou uma necessidade urgente para empresas que buscam manter sua competitividade no mercado. A incapacidade de acompanhar a evolução tecnológica resulta em custos elevados, perda de eficiência e vulnerabilidades de segurança, impactando diretamente o crescimento.

Setores como financeiro, varejo, logística e indústria no Brasil sentem diariamente o peso de softwares desatualizados. Esses sistemas não apenas aumentam os gastos operacionais, mas também limitam severamente a capacidade de integrar inovações e novas tecnologias, freando o avanço das organizações.

Este cenário complexo é alimentado por uma dívida técnica que, globalmente, já custa US$ 3,1 trilhões por ano em perdas, conforme estimativas da IBM. No Brasil, essa realidade impulsiona a busca por soluções eficazes para a modernização de sistemas, um desafio que a DB1 Global Software, empresa do DB1 Group, aborda com metodologias inovadoras e o uso pragmático de inteligência artificial.

O Alto Custo da Defasagem Tecnológica

Muitas vezes, um sistema legado não é apenas um software velho, mas sim um que está desalinhado com as necessidades e processos atuais do negócio. Essa desconexão faz com que cada nova funcionalidade se torne mais cara, arriscada e menos eficiente, levando à perda gradual de competitividade, como explica Roberto Cesar da Silva Padilha, Staff Software Engineer da DB1.

Os números reforçam essa visão alarmante. A McKinsey aponta que 70% das empresas relatam que seus sistemas antigos são um obstáculo significativo para avanços em inovação. Além disso, o Gartner estima que impressionantes 40% do orçamento de TI de grandes organizações são direcionados apenas para a manutenção desses sistemas defasados, um custo que poderia ser investido em crescimento e inovação.

A vulnerabilidade é ainda mais preocupante no Brasil. Entidades do setor avaliam que mais de 60% das grandes empresas operam com sistemas críticos suscetíveis a ataques cibernéticos, muitas vezes sem uma arquitetura moderna e com baixa capacidade de observabilidade. A IBM calcula que falhas e paralisações causadas por esses sistemas custam, em média, US$ 2,9 milhões anuais por empresa.

CoreUP: A Estratégia Evolutiva para Modernizar Sistemas

Existe um mito comum de que a modernização de sistemas exige reescrever tudo do zero, um investimento gigantesco que raramente se justifica. Contudo, a DB1 Global Software defende um modelo evolutivo, realizado por “ondas contínuas”, que reduz riscos e aumenta significativamente a previsibilidade dos projetos de atualização.

Esse trabalho é guiado pelo CoreUP, uma metodologia proprietária da DB1 que organiza o processo de modernização com base em critérios técnicos e de negócio. O principal objetivo é evitar desperdícios e garantir que o impacto positivo seja percebido desde os primeiros ciclos de desenvolvimento, entregando valor real e contínuo.

Inteligência Artificial: Um Aliado Pragmático na Luta contra a Dívida Técnica

A estratégia da DB1 é potencializada pelo uso de agentes de inteligência artificial aplicados de forma técnica e sem deslumbramentos. A IA é utilizada para acelerar a leitura de grandes bases de código, identificar gargalos complexos e sugerir refatorações eficientes, otimizando o processo de modernização de sistemas.

Roberto Cesar da Silva Padilha explica que a “IA acelera a análise, mas as decisões críticas continuam humanas, guiadas por contexto de negócio. Assim evitamos o hype e entregamos valor real”. Essa abordagem pragmática já rendeu resultados expressivos para a DB1: 92% de assertividade nos prazos de entrega e um índice de retrabalho de apenas 0,3%, um dos mais baixos do mercado, com NPS de 89.

O Futuro da Engenharia de Software no Brasil

O futuro da engenharia de software no Brasil está intrinsecamente ligado à capacidade das empresas de gerenciar sua dívida técnica de forma eficaz. Com o Gartner projetando que 80% das iniciativas de modernização incluirão IA até 2028, a integração entre novas ferramentas e sistemas antigos deixa de ser um mero desafio técnico.

Torna-se, na verdade, uma prioridade de sobrevivência corporativa. Para as empresas que almejam escala e sustentabilidade, o caminho mais promissor é o do pragmatismo: focar em estratégias de outsourcing responsáveis e buscar resultados mensuráveis, substituindo o barulho das tendências passageiras por soluções concretas para a modernização de sistemas.

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