Um evento em memória do jornalista Vladimir Herzog, realizado na Catedral da Sé, em São Paulo, foi palco de um momento significativo. Nele, a presidente do Superior Tribunal Militar (STM) exorou perdão às vítimas da ditadura civil-militar.
O gesto foi recebido com efusivos aplausos do público presente, marcando um reconhecimento simbólico da dor e das violações de direitos humanos daquele período, conforme informações recentes.
Contudo, a iniciativa rapidamente gerou uma intensa querela entre juízes do STM. Um ministro criticou a manifestação, classificando-a como política e reacendendo um debate de décadas sobre a história do Brasil.
O Pedido de Perdão e a Reação Interna
O pedido de perdão da presidente do STM marcou um momento de grande simbolismo. Ao reconhecer as pessoas torturadas, desaparecidas e mortas durante o período de 1964 a 1985, ela trouxe à tona uma discussão delicada.
A ovação em pé do público na Catedral da Sé sublinhou a importância e a sensibilidade do tema. Era um reconhecimento simbólico da dor e das violações de direitos humanos, assunto amplamente estudado por diversos pesquisadores.
Contudo, a harmonia inicial foi quebrada por um dos ministros do Tribunal. Sem a presença da presidente, ele expressou forte discordância, sugerindo que a colega deveria aprofundar seus estudos sobre a história do STM.
O ministro também caracterizou o pedido de perdão como uma manifestação de cunho político. Sua crítica acendeu o estopim de uma querela entre juízes do STM, expondo tensões internas da corte.
A presidente, por sua vez, classificou a postura do colega como uma agressão desrespeitosa. Ela destacou o