Endocrinologista Claudia Cozer Confirma Efeito Rebote e Orienta Sobre Uso de Medicamentos para Emagrecimento
O temido “efeito rebote” após o uso de canetas emagrecedoras é uma realidade e não um mito, conforme esclarecimentos da endocrinologista Claudia Cozer. A especialista, em participação no Live CNN, abordou as complexidades do tratamento da obesidade, doença metabólica grave, e a importância de uma abordagem contínua para manter os resultados alcançados.
A discussão central girou em torno da necessidade de encarar a obesidade como uma condição crônica, que pode exigir manejo a longo prazo, semelhante ao que ocorre com pacientes diabéticos. A médica enfatizou que, ao atingir o peso ideal, a estratégia não é simplesmente interromper o medicamento, mas sim ajustar a dosagem e a frequência de uso.
Essas informações são cruciais para pacientes e profissionais de saúde, oferecendo uma perspectiva mais clara sobre as expectativas e os desafios do tratamento com as canetas emagrecedoras, conforme informações divulgadas no Live CNN da CNN Brasil.
A Realidade do Efeito Rebote: Desmistificando a Interrupção Precoce do Tratamento
A confirmação do efeito rebote pela endocrinologista Claudia Cozer é um ponto de virada importante para a compreensão pública e médica do uso de canetas emagrecedoras. Muitas pessoas acreditam que, uma vez atingido o peso desejado, o tratamento pode ser simplesmente descontinuado, mas a realidade da fisiologia humana e da obesidade como doença crônica demonstra o contrário. A médica comparou a situação à de pacientes diabéticos, que frequentemente necessitam de tratamento contínuo para manter o controle glicêmico. Essa analogia é fundamental para ilustrar que, para a obesidade, a interrupção abrupta da medicação pode levar ao retorno do peso perdido, desfazendo os progressos obtidos. O corpo humano possui mecanismos complexos de regulação de peso, e a obesidade, sendo uma doença multifatorial, não se resolve apenas com a perda de quilos, mas com a manutenção de um equilíbrio metabólico que, muitas vezes, requer suporte farmacológico contínuo. A compreensão de que o tratamento é uma jornada e não um destino final é essencial para o sucesso a longo prazo e para evitar a frustração do ganho de peso subsequente.
Obesidade Como Doença Metabólica Grave: Além da Simples Falta de Disciplina
Um dos aspectos mais relevantes abordados pela Dra. Claudia Cozer é a desconstrução do preconceito em relação à obesidade, que muitas vezes é erroneamente atribuída à falta de força de vontade ou disciplina. A endocrinologista reforça que a obesidade é, de fato, uma doença metabólica grave, uma perspectiva que muda fundamentalmente a forma como ela deve ser encarada e tratada. Embora o estilo de vida, incluindo hábitos alimentares e prática de exercícios, desempenhe um papel significativo em aproximadamente 60% dos casos, a médica ressalta a existência de componentes genéticos e tendências individuais que influenciam a predisposição ao ganho de peso. Essa nuance é vital, pois reconhece que o corpo de cada pessoa reage de maneira diferente a estímulos alimentares e à atividade física. A ideia de que basta