Eleição 2026: O poder dos brasileiros ‘invisíveis’, uma maioria silenciosa que foge da polarização e busca soluções concretas para o país.

As últimas eleições presidenciais foram marcadas por um equilíbrio inédito desde a redemocratização, com uma margem apertada de pouco mais de 2 milhões de votos entre os candidatos.

Agora, com a eleição de 2026 se aproximando, o cenário de forte polarização persiste, mas uma ampla parcela da população não se identifica totalmente com os ideais dos segmentos progressistas ou conservadores dominantes.

Um estudo recente, intitulado “O Brasil Invisível” e produzido pela organização sem fins lucrativos More in Common, mapeou esses cidadãos, que representam uma maioria silenciosa e podem ser decisivos no próximo pleito.

A Pesquisa “O Brasil Invisível” e os Seis Perfis de Eleitores

A pesquisa da More in Common, que entrevistou presencialmente mais de 10 mil pessoas, identificou seis diferentes perfis entre os eleitores brasileiros.

Os grupos mais expressivos são os desengajados e os cautelosos, cada um representando 27% do total, somando impressionantes 54% do eleitorado.

Esses segmentos compartilham uma desconfiança com o sistema político, mas evitam o confronto moral e as disputas ideológicas.

São pessoas pragmáticas, interessadas em temas concretos como trabalho, segurança e serviços públicos de qualidade, e não possuem preferência partidária fixa.

Além dos desengajados e cautelosos, o levantamento identificou os conservadores, que representam 21% do eleitorado, e os patriotas indignados, com 6%.

No outro extremo, estão os progressistas militantes (5%) e a esquerda tradicional (14%), que juntos somam 19% da população.

Desengajados e Cautelosos: A Voz da Maioria Silenciosa

Os desengajados se caracterizam pelo afastamento da política como é praticada atualmente, conforme a pesquisa.

Em 2022, 30% deles votaram em branco ou nulo, ou simplesmente não compareceram às seções eleitorais.

Este é o segmento menos escolarizado, com apenas 6% possuindo curso superior, e o mais pobre, com 65% tendo renda familiar inferior a R$ 5 mil.

É também o grupo com maior percentual de pretos (13%), e um décimo deles enfrentou insegurança alimentar recentemente.

Apesar de 65% dos desengajados não simpatizarem com nenhum partido, 72% se identificam como conservadores, sendo majoritariamente católicos (47%) ou evangélicos (27%).

Suas principais preocupações giram em torno da segurança econômica, da qualidade dos serviços públicos de saúde e de ações eficazes de combate à pobreza.

Os cautelosos, por sua vez, também se destacam pela baixa escolarização e pela pobreza, sendo o segmento mais nordestino (31%) e rural (17%), além de ser predominantemente católico (49%).

O nível de engajamento político desse grupo é intermediário, com 26% considerando importante participar de manifestações, e eles expressam uma grande desconfiança das elites, especialmente as intelectuais.

O Impacto no Cenário Eleitoral de 2026

Para o cientista político Márcio Coimbra, CEO da Casa Política e presidente do Instituto Monitor da Democracia, o eleitor do

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