Empresário Sérgio Nahas é preso com 13 pinos de cocaína e carro Audi na Bahia, quase 24 anos após assassinar a esposa em SP
O empresário paulista Sérgio Nahas, que ganhou notoriedade por ser condenado pela morte da própria esposa em 2002, foi preso no último sábado (17) na Praia do Forte, Bahia. A prisão ocorreu quase 24 anos após o crime que chocou a sociedade paulistana, no bairro nobre de Higienópolis, em São Paulo.
No momento da detenção, os agentes da polícia apreenderam 13 pinos de cocaína, três celulares e um carro da marca Audi, conforme informações divulgadas pela polícia. A notícia reacende o debate sobre o caso e o paradeiro de Nahas, que estava foragido.
A captura de Sérgio Nahas, um dos nomes mais procurados pela Justiça brasileira e inserido na lista de Difusão Vermelha da Interpol, traz à tona detalhes sobre sua vida recente e o desfecho de uma longa busca. As autoridades revelaram como ele foi localizado e os itens encontrados em sua posse, conforme informações divulgadas pelo Estadão.
A Prisão na Praia do Forte e os Itens Apreendidos
Segundo a polícia, Sérgio Nahas foi localizado enquanto se hospedava em um condomínio de luxo na Praia do Forte. Curiosamente, o local da detenção foi o mesmo em que o casal havia passado a lua de mel meses antes do trágico crime que ceifou a vida de Fernanda Orfali.
O empresário foi identificado por meio de câmeras de reconhecimento facial, uma tecnologia que se mostrou crucial para sua localização. Após ser detido, Nahas passou por audiência de custódia e foi encaminhado ao sistema prisional, onde aguardará os próximos passos da Justiça.
Durante a prisão, além dos 13 pinos de cocaína, os policiais apreenderam três aparelhos celulares e um veículo de alto padrão, um carro da marca Audi. Essa apreensão levanta questões sobre as atividades de Nahas durante o período em que estava foragido.
O Homicídio de Fernanda Orfali em 2002
A história de Sérgio Nahas está intrinsecamente ligada à morte de sua esposa, Fernanda Orfali, em maio de 2002. Fernanda foi atingida por um tiro no peito após pedir o fim do relacionamento com o empresário, um evento que marcou profundamente a memória nacional.
As apurações periciais apontaram, ao longo de todo o processo, a autoria do empresário no crime. Por essa razão, o Ministério Público defendeu a tese de que Nahas deveria ser condenado por homicídio qualificado, dada a gravidade e as circunstâncias do ocorrido.
Por outro lado, a defesa de Sérgio Nahas alegou que Fernanda Orfali teria cometido suicídio. Essa versão dos fatos gerou grande revolta na família da vítima, que até hoje manifesta indignação diante das alegações e do longo processo judicial.
A Longa Batalha Judicial e a Condenação
Após uma série de recursos e um processo que se arrastou por anos, a condenação de Sérgio Nahas ocorreu somente 16 anos após o crime. Em 2018, em juri popular, o empresário foi condenado por homicídio simples, sem as qualificadoras pedidas pelo Ministério Público.
A sentença inicial, em primeira instância, aplicou uma pena de sete anos de prisão em regime semiaberto. No entanto, o Ministério Público recorreu da decisão, e a pena foi elevada para oito anos e dois meses de prisão, desta vez em regime fechado, refletindo a gravidade do crime.
Já em 2025, um mandado de prisão foi expedido contra Nahas, e seu nome foi inserido na lista de Difusão Vermelha da Interpol. Essa medida permite que autoridades de outras nações possam prendê-lo caso ele tivesse deixado o país, evidenciando a amplitude da busca por ele.
A Defesa de Sérgio Nahas se Manifesta
Em contato com a CNN Brasil, a defesa de Sérgio Nahas afirmou que o empresário já morava na Bahia há alguns anos e que