Medida Drástica do Banco Central: Reag Investimentos Liquidada por Graves Violações e Suspeitas de Fraude Bilionária Ligada ao Banco Master
O Banco Central (BC) anunciou nesta quinta-feira a liquidação extrajudicial da antiga Reag Investimentos, hoje conhecida como CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. A medida drástica foi tomada em decorrência de graves violações às normas que regem as instituições financeiras, conforme comunicado oficial do órgão regulador.
A instituição financeira, sediada em São Paulo, está no centro de um grande escândalo de fraudes, com fortes suspeitas de ligações com o Banco Master. A decisão do BC ocorre um dia após a Polícia Federal (PF) cumprir mandados de busca e apreensão na segunda fase da Operação Compliance Zero, visando a empresa e seu fundador, João Carlos Mansur.
As investigações apontam para um esquema complexo de desvio de recursos, com valores que podem ultrapassar os R$ 11 bilhões, segundo informações divulgadas na fonte de conteúdo.
Detalhes da Liquidação e Indisponibilidade de Bens
A decretação da liquidação extrajudicial pela autoridade monetária foi motivada por “graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do SFN”, declarou o Banco Central em nota. O órgão frisou que continuará a apurar as responsabilidades dentro de suas competências legais, garantindo a integridade do sistema.
Uma consequência imediata dessa medida é a indisponibilidade dos bens dos controladores e ex-administradores da Reag Investimentos. Essa ação, prevista na legislação, impede que esses ativos sejam alienados, protegendo o patrimônio e facilitando futuras recuperações de valores.
A Reag Investimentos, classificada no segmento S4, representa menos de 0,001% do ativo total ajustado do Sistema Financeiro Nacional (SFN). Embora seja um segmento de menor porte, com regulação mais simplificada, a gravidade das violações justificou a intervenção rigorosa do BC para manter a estabilidade.
O Esquema de Fraude e o Envolvimento do Banco Master
A principal suspeita é que a Reag Investimentos administrava fundos fraudulentos diretamente ligados ao Banco Master. O esquema funcionaria por meio de uma