O sistema financeiro nacional foi abalado por um escândalo sem precedentes, centrado na liquidação do Banco Master pelo Banco Central (BC).

A instituição é acusada de fraudes com ‘títulos podres’, que teriam gerado um rombo estimado em R$ 1,86 bilhão, afetando fundos de pensão de servidores públicos.

Agora, a crise ganha contornos ainda mais complexos com a revelação de uma suposta campanha de desinformação. Influenciadores teriam sido pagos para alterar a narrativa pública, conforme informação divulgada pela Gazeta do Povo.

O Rombo Bilionário e a Ação do Banco Central

Em novembro, o Banco Central determinou a liquidação do Banco Master devido a fraudes com ‘títulos podres’. Este esquema, conforme a Gazeta do Povo, prejudicou diretamente a gestão de fundos de pensão de servidores públicos municipais e estaduais.

O resultado foi um rombo de aproximadamente R$ 1,86 bilhão em ativos que simplesmente não existiam, enganando muitas pessoas enquanto outras se beneficiavam indevidamente.

Envolvimento Político e Decisões Questionáveis

O caso do Escândalo Master rapidamente escalou para a esfera política. O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha o caso na Suprema Corte, tomou decisões que geraram grande repercussão.

Ele mandou soltar o banqueiro Daniel Vorcaro, suspendeu as investigações da Polícia Federal e impôs sigilo absoluto sobre todo o processo, levantando questionamentos sobre a transparência.

Outro ponto de suspeita, conforme a mesma fonte, é o contrato de R$ 129 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes.

A ausência de uma causa específica para este serviço levanta sérias dúvidas sobre a transação.

Simultaneamente, o Tribunal de Contas da União (TCU) também entrou na mira das críticas ao tentar reverter a liquidação do banco. Esta medida foi amplamente considerada politizada e fora de sua competência técnica.

A Máquina de Desinformação e Influenciadores Pagos

O ponto mais alarmante do Escândalo Master, segundo a Gazeta do Povo, veio à tona com a denúncia do vereador e influenciador Rony Gabriel (PL), de Erechim-RS.

Ele revelou ter recebido propostas financeiras para integrar uma campanha de ‘gestão de crise’, com o objetivo de manipular a percepção pública.

O objetivo dessa campanha, explicou Gabriel, era convencer o público de que o Banco Central agiu de forma precipitada e que, na verdade, o Banco Master seria uma vítima do sistema financeiro.

O vereador expôs um contrato de confidencialidade com uma multa de R$ 800 mil, afirmando que outros influenciadores, de diversas vertentes políticas, também foram contratados para disseminar essa narrativa.

A revelação de Gabriel busca garantir a transparência que o sigilo judicial e as manobras no TCU estariam, segundo ele, impedindo.

Isso evidencia uma clara tentativa de manipular a verdade em torno do Escândalo Master.

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