A Polícia Federal (PF) está intensificando uma investigação sobre uma suposta campanha coordenada nas redes sociais, que teria envolvido influenciadores digitais para difamar o Banco Central (BC). O objetivo seria descreditar a autoridade monetária em meio à liquidação do Banco Master, buscando reverter a decisão.
A apuração da PF foca em determinar se 46 perfis foram acionados para atacar o Banco Central, alegando erro técnico na liquidação do Master. Há suspeitas de que uma agência vinculada a campanhas do próprio Banco Master estaria por trás desses contatos.
Essa complexa teia de eventos, que inclui contratos sigilosos de valores expressivos, foi detalhada em reportagens do jornal O Globo, conforme informações obtidas pela colunista Malu Gaspar.
A mira da PF: campanha de difamação e contratos milionários
A Polícia Federal cogita abrir um inquérito específico para investigar esta suposta campanha de difamação contra o Banco Central. O foco principal é determinar a extensão e a coordenação das ações, que teriam como meta influenciar a opinião pública e comprometer a credibilidade do órgão regulador.
Segundo apuração do jornal O Globo, os contratos com os influenciadores chegavam a R$ 2 milhões e previam uma rigorosa cláusula de confidencialidade. Essa medida visava evitar vazamentos de informações sobre o esquema, que foi apelidado de “Projeto DV”, em referência às iniciais de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Um dos documentos de confidencialidade, ao qual a colunista Malu Gaspar teve acesso, continha as iniciais de Daniel Vorcaro e estipulava uma multa de R$ 800 mil em caso de quebra de sigilo. O objetivo das publicações seria apresentar a liquidação do Master como uma articulação de políticos de esquerda e do “Centrão”, buscando reverter a decisão no Tribunal de Contas da União (TCU), embora essa possibilidade já tenha sido descartada pelo próprio TCU.