Uma notícia aguardada por milhões de famílias: a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu um passo significativo na luta contra o Alzheimer ao liberar um novo medicamento promissor.

O Leqembi, nome comercial do composto lecanemabe, foi aprovado para pacientes diagnosticados na **fase inicial da doença**, trazendo uma nova perspectiva de tratamento.

Este avanço representa uma esperança real para **retardar o declínio cognitivo** e melhorar a qualidade de vida, conforme informações divulgadas pela própria Anvisa.

Como o Leqembi Atua Contra o Alzheimer?

O medicamento Leqembi, produzido a partir do anticorpo lecanemabe, foi desenvolvido para atacar uma das características mais marcantes do Alzheimer: o acúmulo de **placas beta-amiloides no cérebro**.

Essas placas são consideradas cruciais para o desenvolvimento e progressão da doença. Ao reduzir sua presença, o Leqembi busca **frear o avanço da demência leve** e o comprometimento cognitivo.

É importante destacar que o produto é uma solução para diluição para infusão, e seu uso requer acompanhamento médico especializado.

Resultados Promissores dos Estudos Clínicos

A eficácia do Leqembi foi avaliada em um estudo robusto com 1.795 pessoas em estágio inicial do Alzheimer, todas com placas beta-amiloides. Os participantes receberam o Leqembi ou placebo.

A Anvisa informou que a principal medida de eficácia foi a mudança nos sintomas após **18 meses**, utilizando a escala CDR-SB (Clinical Dementia Rating – Sum of Boxes), que testa a gravidade da doença e o impacto na vida diária.

Em um subgrupo de 1.521 pessoas, os pacientes tratados com o **novo medicamento Leqembi** apresentaram um aumento significativamente menor na pontuação CDR-SB do que aqueles que receberam placebo, indicando um menor declínio cognitivo e funcional.

Quem Pode Ser Beneficiado pelo Novo Tratamento?

A aprovação do Leqembi pela Anvisa é específica para pacientes diagnosticados na **fase inicial da doença de Alzheimer**, incluindo indivíduos que já apresentam demência leve causada pela condição.

O medicamento é indicado para quem busca **retardar o declínio cognitivo**, oferecendo uma nova opção terapêutica para gerenciar a progressão da doença em seus estágios iniciais.

A publicação oficial da aprovação no Diário Oficial da União, ocorrida no dia 22 do mês passado, marca um momento importante para a medicina e para a comunidade de pacientes com Alzheimer no Brasil.

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